A Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu os suspeitos envolvidos no ataque ao primeiro-tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos. O crime ocorreu no sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A ação, registrada por câmeras de segurança, é tratada pelas autoridades como uma tentativa de execução.
Imagens obtidas pela Jovem Pan mostram o momento em que o oficial estava parado em sua motocicleta em um semáforo. Os criminosos chegaram em outra moto — um veículo vermelho com placa do Rio de Janeiro —, emparelharam com a vítima e efetuaram diversos disparos. Ronickson recebeu os primeiros atendimentos no local e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transportado pelo helicóptero Águia para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou profunda indignação e determinou prioridade máxima às forças de segurança para a identificação e prisão dos responsáveis. Em suas redes sociais, Tarcísio prestou solidariedade à família e reiterou que o Estado não recuará no enfrentamento à criminalidade, afirmando que ataques contra policiais representam uma ameaça a toda a sociedade.
Recebi com profunda indignação a notícia do atentado contra o tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, nesta manhã.Minha solidariedade à sua família, aos amigos e a todos os irmãos de farda neste momento de angústia. Determinei às nossas forças de segurança prioridade…— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) June 27, 2026
Estado de saúde
O tenente passou por uma cirurgia neurológica delicada logo após o atentado. De acordo com a atualização mais recente da equipe médica e da PM, embora o quadro de saúde ainda seja considerado grave, o paciente permanece estável e não apresentou piora após o procedimento.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima do sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008. Na ocasião, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da jovem em Santo André e a manteve refém, junto com outros três adolescentes, por cerca de 100 horas.
O término ocorreu após a invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que resultou na morte de Eloá, então com 15 anos, atingida por disparos feitos pelo sequestrador.
Assista à reportagem completa abaixo:
Fonte: Jovem Pan