O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participa na próxima terça-feira (7) de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, para tratar das tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. A participação de Flávio está confirmada em documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que promove o evento.
O presidenciável tenta se colocar como interlocutor do presidente americano, Donald Trump, e compõe um painel marcado para as 10h (horário local) de terça-feira. Flávio dividirá a mesa com Roberto Azevedo, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e com integrantes dos setores de calçados do Brasil e dos EUA.
A audiência pública trata da investigação da “Seção 301”, que apura políticas e práticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, aplicação de leis anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR marcou as audiências públicas para os dias 6 e 7 de junho, na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
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Estão inscritos para falar no evento representantes brasileiros de setores econômicos como siderurgia, agronegócio, energia, mineração, papel e indústria.
Na agenda do encontro aparece ainda o nome do bolsonarista Paulo Figueiredo, que disse, na semana passada, que “mulher vota mal para caralho”. No Twitter, Figueiredo disse que a afirmação é “estatisticamente indiscutível” e se deve ao avanço da “ideologia demoníaca feminista”.
Paulo Figueiredo é neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo e mora nos Estados Unidos. Ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal no inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra interesses do Brasil nos Estados Unidos.
Em 2025, Figueiredo atuou ao lado de Eduardo Bolsonaro para influenciar o governo de Donald Trump a punir o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitski e a impor tarifas ao Brasil. Ele é investigado por coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito.
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