A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne e mira uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo relatório de inteligência do Coaf, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Entre os alvos da operação estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), e o ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim. Ao todo, agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
De acordo com a PF, há indícios de participação de agentes públicos no esquema, que pode envolver crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outras infrações que ainda estão sob apuração.
A ofensiva ocorre em meio a um cenário político já tensionado no Rio. A Jovem Pan já havia antecipado o incômodo dentro do PL com o nome de Canella na disputa ao Senado. Sob investigação do Ministério Público fluminense por suspeita de envolvimento em um esquema de postos controlados por laranjas, o pré-candidato passou a enfrentar resistência interna.
Nos bastidores, cresce a pressão por mudanças na composição da chapa para 2026. Setores do PL defendem a substituição tanto do nome do partido quanto do indicado pelo União Brasil, diante do receio de desgaste eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha.
A Jovem Pan tenta contato com Canella e Marcus Amim sobre a operação. O espaço está aberto para manifestação.
Fonte: Jovem Pan