O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta sexta-feira (10) com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, sobre os terremotos que atingiram a nação caribenha há duas semanas e que mataram pelo menos 3.889 pessoas.
Segundo nota divulgada pelo governo brasileiro, durante a ligação, o petista “reafirmou a disposição do Brasil de continuar contribuindo para os esforços de reconstrução e para apoiar a população venezuelana”.
➡️ No dia 24 de junho, dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Agora no g1
Durante a ligação desta sexta-feira (10), Delcy Rodríguez “agradeceu a ajuda humanitária enviada pelo Brasil e informou que as buscas pelas vítimas seguem em curso, bem como as ações de assistência à população afetada”, segundo a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
“A mandatária venezuelana destacou ainda que seu governo se prepara para a difícil tarefa de reconstrução das áreas atingidas, com especial atenção à construção de moradias para as milhares de famílias que ficaram desabrigadas”, informou.
O governo brasileiro prepara uma nova fase de ajuda humanitária à Venezuela depois de ter realizado uma operação focada no resgate das vítimas e de envio de suprimentos para o povo venezuelano.
A primeira fase das ações realizadas pelo Brasil em apoio à população venezuelana contou até agora com:
6 voos humanitários (5 da FAB e um voo solidário da Gol);
60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos
100 purificadores de água;
Hospital de campanha com até 30 leitos, capacidade cirúrgica e de atendimento emergencial, módulo infantil e preparo para pandemias;
93 militares da Marinha para operação do hospital de campanha;
71 bombeiros militares;
4 especialistas da Defesa Civil;
6 técnicos da Anatel.
Lula e Delcy em uma reuniao em Bruxelas, na Bélgica, em 2023
Ricardo Stuckert/PR
Fonte: