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O século asiático da moda

A moda mundial tem um novo rumo – e ele a leva ao oriente.

Pare para pensar em como a estética asiática vem se tornando, dia a dia, cada vez mais presente.

A Coréia do Sul é a grande protagonista do movimento mais recente. Tudo começou com o fenômeno musical das bandas de K-pop. Depois, os K-dramas ou doramas. Esses dois produtos culturais transformaram a indústria ao unirem referências novas a números exorbitantes de interações impulsionadas, principalmente, por adolescentes nas redes sociais. 

Juntos, deram vazão a um novo mercado o K-style (estilo que prioriza uma alfaiataria moderna e minimalista) e a K-beauty, inaugurando um novo setor no mercado de beleza sem precedentes.

Em 2025, o K-beauty foi tema de pesquisas no Google em 62 países. | FOTO: divulgação

Nossa memória talvez seja curta demais para lembrar que o Japão é o grande pioneiro nesse movimento de soft-power desde a exportação de animes, mangás, games e gastronomia – devidamente adaptada para os parâmetros brasileiros. Em 2010, essa estratégia ganhou nome próprio: Cool Japan. 

Décadas antes disso, a moda japonesa já quebrou paradigmas. Da subversão de gêneros trazida com a Comme des Garçons a tecnologia têxtil da Uniqlo até a geometria impressionante de Watanabe.

Em 2024, a Japan House exibiu a coleção Efeito Japão. | FOTO: divulgação

Junte a tudo isso a infraestrutura industrial, tecnologia e o poder de produção em escala Chinês. Pronto. O plano de dominação mundial está formado. E mais: sendo compartilhado milhões de vezes por segundo no TikTok. Pela primeira vez, uma plataforma global passou a amplificar tendências produzidas fora do eixo Europa–Estados Unidos, permitindo que referências asiáticas circulassem com velocidade inédita.

O mercado ganha diversidade. As novas gerações ganham novas referências. As marcas tradicionais ganham concorrentes e, junto com eles, a necessidade de inovar. 

Pela primeira vez em décadas, a Europa deixa de ser praticamente a única referência estética global e passa a dividir espaço com novas potências culturais. 

Até agora, não vejo contras e, se existir algum, não quero saber pelo menos por enquanto.


Fonte: Jovem Pan

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