Numa conversa descontraída sobre a Copa do Mundo de 2026, o papo começou com a constatação óbvia: as quatro finalistas (França, Espanha, Inglaterra e Argentina) são, de fato, as melhores do torneio. A partir daí, veio a pergunta incômoda: e o Brasil, onde terminou?A resposta não foi surpresa para ninguém: eliminado nas oitavas de final pela Noruega, o Brasil deve encerrar o Mundial entre o 10º e 11º lugar na classificação geral — uma das piores campanhas da história da Seleção.Mas o grande destaque da conversa não foi o fracasso dentro de campo. Foi a convocação. Enquanto as seleções europeias e a Argentina fizeram anúncios discretos, quase minimalistas — um post, uma coletiva rápida, um “obrigado e vamos trabalhar” —, o Brasil resolveu transformar a lista de convocados num espetáculo de Hollywood .Evento no Museu do Amanhã, shows com artistas populares, espetáculo de drones, centenas de jornalistas, transmissão ao vivo… e devo ter esquecido de outras atraçaões.Uma festa pomposa, colorida, cara e longa. Tudo antes mesmo da bola rolar.A ironia, é claro, não passou despercebida. Enquanto o time brasileiro caía precocemente, as outras seleções, com convocatórias com pouca visibilidade, chegavam às semifinais. Surgiu então a piada que resume tudo: No “Campeonato Mundial de Cerimônias de Convocações 2026”, o Brasil foi campeão absoluto.Medalha de ouro em pompa, brilho, duração e custo.Muita festa na convocação, pouca festa na Copa. O clássico brasileiro de sempre: priorizar o marketing e o espetáculo, enquanto o essencial (o futebol) fica em segundo plano.No fim, ficou a lição: às vezes o show mais bonito… acontece antes mesmo do jogo começar.
Fonte: Jovem Pan