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Câmara aprova projeto que assegura a povos originários direito de usar cocar e turbante em fotos de documentos

Indígenas protestam em Brasília contra marco temporal
Bruna Yamaguti/G1
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto que permite o uso de elementos que expressem pertencimento a uma comunidade, cultura ou religião em fotos de documentos oficiais. A proposta vai ao Senado.
O texto, de autoria da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) ressalta, no entanto, que o uso de indumentária e outros elementos só é permitido se não prejudicar a identificação da fisionomia da pessoa.
“Assegurar aos povos indígenas, aos afro-brasileiros e demais povos tradicionais o uso, em documentos oficiais, de símbolos de sua comunidade é assegurar a dignidade humana e o direito de viver e existir conforme suas crenças, reafirmando o direito à liberdade religiosa”, afirmou a relatora, deputada Sônia Guajajara (PSOL-SP).
A proposta define como elementos de pertencimento o cocar indígena, o turbante dos povos de matriz africana e outros elementos étnicos, culturais e religiosos.
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Conforme a proposta, a permissão é válida para todo documento oficial de identificação, como a Carteira de Identidade, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o passaporte e a Carteira de Trabalho e Previdência Social.
“Eu volto a repetir que o projeto é constitucional, é legal, é oportuno e é bom para a sociedade brasileira que preserva a sua diversidade cultural”, afirmou o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).
Ele argumentou que, atualmente, os povos indígenas são impedidos de tirar a foto com elementos de identificação e por isso a permissão precisa estar expressa na lei.
Já deputados da oposição criticaram o texto. O deputado Lafayette de Andrada (PL-MG) afirmou que a identificação em documentos oficiais não deve conter adornos.
“Nós devemos respeitar a cultura indígena, respeitar os afrodescendentes, a sua cultura, mas a identificação civil precisa ser efetiva. Tem que ver todos os sinais da pessoa e a hora que você coloque um adorno, embora ele seja uma expressão de cultura, ele acaba atrapalhando a sua visualização”, afirmou.


Fonte:

g1 > Política

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