Quaest: Lula lidera com 45% contra 37% de Flávio Bolsonaro no 2º turno
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial. Lula tem 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio.
Em junho, o presidente tinha 44%, e o senador, 38%. Em maio, havia empate técnico.
“Em um eventual cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio seria de 8 pontos, oscilou 2 pontos positivamente no último mês”, diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Veja outros dados da pesquisa:
no 1º turno, Lula lidera com 40%, e Flávio Bolsonaro tem 28%;
os demais candidatos seguem bem atrás. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%; Renan Santos aparece com 3%; e Romeu Zema (Novo), com 2%;
a rejeição a Flávio Bolsonaro atingiu 57%, e a de Lula é de 50%. São os dois candidatos mais conhecidos e mais rejeitados;
os demais nomes ainda são desconhecidos de boa parte do eleitorado — 44% não sabem quem é Caiado, 50% desconhecem Zema e 77% não conhecem Renan Santos;
a 2 meses e 19 dias do 1º turno, 65% dos entrevistados disseram que a decisão de voto é definitiva. Outros 35% disseram que ainda podem mudar de ideia;
Lula lidera os quatro cenários de 2º turno. A menor diferença é contra Flávio. A vantagem mais folgada é contra Renan Santos, de 12 pontos;
a aprovação de Lula vem melhorando e voltou a ficar acima da desaprovação numericamente. Isso não acontecia desde o fim de 2024;
a melhora do governo vem no embalo de medidas anunciadas por Lula para a economia, como o programa “Desenrola”;
Flávio Bolsonaro perdeu apoio na direita não bolsonarista nos últimos meses;
42% concordam com Michelle Bolsonaro na briga com Flávio;
62% acham que as investigações sobre o senador Jaques Wagner impactam negativamente a campanha de Lula.
Cenário de 2º turno: Lula x Flávio
Lula: 45% (eram 44% em junho e 42% em maio)
Flávio Bolsonaro: 37% (eram 38% em junho e 41% em maio)
Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 14% em junho e maio)
Indecisos: 4% (eram 4% em junho e 3% em maio)
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, de julho de 2026
Arte/g1
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta haver uma “fragilidade” na campanha de Flávio Bolsonaro.
“Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro, que ficou conhecido por apenas metade dos brasileiros. Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo.”
Mas, mesmo com esse desgaste, nenhum outro nome aparece mais competitivo do que Flávio contra Lula”, afirma Nunes.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Reprodução
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.
Veja os outros cenários de 2º turno
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e 44% em maio
Ronaldo Caiado (PSD): 36% – eram 35% em junho e maio
Branco/nulo/não iria votar: 15% – eram 16% em junho e 17% em maio
Indecisos: 4% – eram 4% em junho e maio
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Caiado, de julho de 2026
Arte/g1
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e 44% em maio
Romeu Zema (Novo): 35% – eram 35% em junho e 37% em maio
Branco/nulo/não iria votar: 16% – eram 17% em junho e 15% em maio
Indecisos: 4% – eram 3% em junho e 4% em maio
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Zema, de julho de 2026
Arte/g1
Lula x Renan Santos
Lula (PT): 45% – eram 45% em junho e maio
Renan Santos (Missão): 33% – eram 31% em junho e 28% em maio
Branco/nulo/não iria votar: 18% – eram 20% em junho e 22% em maio
Indecisos: 4% – eram 4% em junho e 5% em maio
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Renan, de julho de 2026
Arte/g1
Vídeo de Michelle e operação contra Jaques Wagner
A pesquisa é a primeira divulgada pela Quaest a captar os impactos de dois acontecimentos recentes da política:
a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, no âmbito do caso Master;
o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expõe desavenças com Flávio Bolsonaro, enteado dela, e diz diz ter sido maltratada e humilhada por ele.
Agora no g1
A Quaest incluiu perguntas sobre o episódio na pesquisa de julho, e 51% responderam que não estavam sabendo do vídeo de Michelle. Outros 49% sabiam.
Para 45% dos entrevistados, Michelle acertou ao divulgar os vídeos com críticas a Flávio. Outros 38% consideram que ela errou.
Entre os eleitores que se consideram de direita, mas não bolsonaristas, 35% acham que Michelle acertou. Entre os bolsonaristas, esse índice é de 20%.
Em outra pergunta, 42% responderam que concordam mais com a ex-primeira-dama do que com o senador. Outros 18% concordam mais com Flávio.
“Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Sobre a operação contra Jaques Wagner, suspeito de receber propina para atuar em defesa do Banco Master no Congresso, 54% responderam que não estavam sabendo, e 61% acreditam que o ex-líder do governo Lula no Senado agiu de forma errada.
Para 37%, a investigação sobre o petista afeta muito negativamente a campanha de Lula. Outros 25% avaliam que impacta um pouco. Outros 22% acham que não causa efeito negativo.
Eleitores independentes no 2º turno
A Quaest acompanha a opinião de eleitores independentes, aqueles que dizem não ser nem lulistas nem bolsonaristas, nem de esquerda nem de direita. Eles representam cerca de um terço do total e podem decidir estas eleições.
Em julho, em relação à intenção de voto em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, a vantagem do petista se manteve em treze pontos – maior, portanto, do que entre o total dos entrevistados (oito pontos).
Entre os eleitores independentes, Lula passou de 37% para 40% das intenções de voto de junho para julho. Flávio Bolsonaro foi de 24% para 27%.
Em junho, 30% dos eleitores independentes diziam que não iriam votar. Agora, 26% dizem que não devem ir às urnas. Sete por cento deles estão indecisos – eram 9% mês passado.
Entre a direita não bolsonarista, Flávio vem em tendência de queda desde maio. Ele tinha 90% em abril, passou para 88%, depois 82% e hoje tem 74% das intenções de voto. Nesse estrato, 8% diz que vai votar em Lula e 15%, que não vai votar.
Entre os bolsonaristas, Flávio também oscilou para baixo. Ele registrou 97% em maio e junho, e agora tem 91%.
Quem melhorou o desempenho entre os eleitores bolsonaristas em simulações de segundo turno contra Lula foram Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão. Nesse estrato, Zema passou de 63% em março para 85% agora em julho. Em junho, o mineiro tinha 78% das intenções de voto. Já Renan partiu de 42% em março para 81% agora. Em junho, Renan tinha 74%.
Primeiro turno
No cenário de 1º turno, Lula lidera com 40%, seguido de Flávio Bolsonaro (28%), Caiado (4%), Renan Santos (3%) e Zema (2%).
Veja os números:
Lula (PT): 40%
Flávio Bolsonaro (PL): 28%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
Joaquim Barbosa (DC): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Edmilson Costa (PCB): 0%
Heró Bezerra (PRTB): 0%
Hertz Dias (PSTU): 0%
Branco/nulo/não iria votar: 11%
Indecisos: 8%
Aprovação e avaliação do governo
Também segundo a Quaest, 48% dos entrevistados aprovam e 47% desaprovam o governo Lula. Essa é a primeira vez, desde dezembro de 2024, que a aprovação supera numericamente a desaprovação.
O trabalho do presidente é avaliado positivamente por 36%. Outros 36% consideram que é negativo e 26% afirmam que é regular. Julho marca a primeira vez em um ano em que a parcela de eleitores que avalia positiva e negativamente Lula empata.
A maioria dos entrevistados (51%) considera que Lula não deveria ter um novo mandato. Para 45%, o presidente merece mais quatro anos no poder.
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