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Girão reforça discurso de Michelle e critica apoio da direita a Ciro Gomes no CE

O senador e pré-candidato do Novo ao governo do Ceará, Eduardo Girão, criticou neste sábado o possível apoio de setores da direita à Ciro Gomes (PDT), também pré-candidato ao governo estadual. Ele afirmou que a aliança poderá fortalecer um projeto nacional do pedetista para a eleição presidencial de 2030. As declarações foram feitas durante o Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo.

Sem citar diretamente os partidos, Girão afirmou que legendas que “se dizem de direita” e “conservadoras” apoiam um candidato que, segundo ele, poderá beneficiar Ciro Gomes politicamente no futuro. O ex-ministro deve disputar o governo do Ceará em uma chapa formada por nomes do União Brasil e do PL.

“Tem turma que se diz de direita, que se diz conservadora, apoiando alguém que vai ser uma cobra para nos picar em 2030”, afirmou. “Todo mundo sabe no Ceará que o Ciro Gomes, que é a esquerda raiz, tem projeto de Brasil. Por isso que a eleição do Ceará é muito importante.”

Segundo Girão, a disputa estadual terá papel estratégico para impedir o fortalecimento desse projeto político. O senador disse que pretende liderar uma “resistência” no Estado e pediu apoio à sua pré-candidatura.

Durante o discurso, Girão também voltou a defender a pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à Presidência da República. Segundo ele, o partido deve concentrar esforços para ampliar a presença de Zema no País. “Nós temos que apostar todas as fichas no Romeu Zema, porque ele já mostrou que é capaz”, afirmou.

Michelle Bolsonaro

A confusão envolvendo Michelle Bolsonaro e seus enteados teve origem na articulação política do PL no Ceará. A legenda, por intermédio do deputado André Fernandes e com o aval de Jair Bolsonaro, costurou uma aliança para apoiar Ciro Gomes no estado. No entanto, durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo), a ex-primeira-dama criticou publicamente a aproximação, afirmando ser um erro se aliar a um histórico crítico do seu marido, a quem chamou de maior líder da direita.

A declaração de Michelle provocou a reação imediata dos filhos de Jair Bolsonaro: Flávio, Eduardo e Carlos. Os enteados a repreenderam publicamente nas redes sociais, defendendo que o acordo no Ceará havia sido definido pelo próprio ex-presidente. Flávio e Eduardo consideraram a postura de Michelle injusta e desrespeitosa com André Fernandes, ressaltando que o deputado apenas cumpriu as diretrizes partidárias ao obedecer à determinação do pai na construção do acordo eleitoral.

Em reposta às críticas familiares, Michelle declarou que respeita a opinião dos enteados e que não tinha a intenção de contrariá-los, mas ressaltou que mantém sua posição e “pensa diferente” sobre a união política. Porém, a tensão voltou a aumentar nas útimas semanas após a ex-primeira-dama publicar um vídeo nas redes sociais.

Na gravação de quase 30 minutos, Michelle Bolsonaro trouxe novos detalhes sobre os bastidores da crise e subiu o tom contra o acordo eleitoral. Na gravação, a ex-primeira-dama relatou ter sido “humilhada” por Flávio durante uma ríspida discussão telefônica e reiterou seu apoio ao senador Eduardo Girão, defendendo que a direita precisa manter a coerência conservadora no primeiro turno das eleições. Além de reforçar sua oposição a Ciro Gomes, Michelle acusou a liderança cearense do partido de desrespeitar uma determinação de Jair Bolsonaro ao rifar a pré-candidatura de Priscila Costa ao Senado para acomodar o novo grupo político, questionando publicamente o motivo de “só a mulher ter que ceder” nessas negociações.

*com informações do Estadão Conteúdo e produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

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