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Presidente do PT cita ‘cultura golpista’ de Flávio e Jair Bolsonaro e diz que não se pode tolerar ataques ao processo eleitoral

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) na qual afirmou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, adota a mesma “cultura golpista” do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao levantar suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro.

Nesta terça (21), ao participar de um evento com a presença de organismos internacionais, Flávio se valeu de rumores já desmentidos pela Justiça Eleitoral.

O pré-candidato disse a representantes de embaixadas que “muitas” urnas utilizadas na eleições brasileiras foram produzidas por uma empresa que, segundo ele, é suspeita de envolvimento em irregularidades nas eleições venezuelanas — e que isso seria alvo de investigação nos Estados Unidos (entenda mais abaixo).

“Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, disse Edinho Silva.

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“Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República”, completou Edinho.

O TSE já se posicionou acerca deste tema, afirmando que a empresa não fornece urnas para o processo eleitoral brasileiro nem participa da programação dos aparelhos. – Esta reportagem está em atualização Declaração de Flávio Em reunião com representantes de quase 50 países e organizações internacionais, realizada na terça (21), o senador Flávio Bolsonaro levantou questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

Na ocasião, ele afirmou que muitas das máquinas usadas nas eleições brasileiras seriam da mesma empresa ligada a sistemas eleitorais da Venezuela, a Smartmatic, e citou supostas vulnerabilidades apontadas por um relatório da CIA.

As declarações reproduzem argumentos que já haviam sido desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tribunal afirma que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem desenvolve os softwares utilizados nas eleições brasileiras. Segundo o TSE, todo o projeto e a gestão do sistema eletrônico de votação são conduzidos pela própria Justiça Eleitoral Durante o encontro, Flávio disse que não estava questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu o envio de mais observadores internacionais para acompanhar as eleições. Após a repercussão do caso, sua campanha divulgou nota afirmando que o pré-candidato tem “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro” e que a fala foi tirada de contexto.

O episódio remete ao encontro promovido pelo então presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, em julho de 2022, quando fez ataques sem provas às urnas eletrônicas.

O TSE entendeu que aquela reunião configurou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, decisão que levou à inelegibilidade do ex-presidente até 2030. Flávio citou esse episódio ao afirmar que o pai se tornou inelegível após manifestar preocupações sobre a transparência e a segurança do processo eleitoral.

Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido Anderson Barbosa/PT


Fonte:

g1 > Política