Se Liga Cacoal – Header
.

Camisa que Pelé usou na final da Copa de 1958 pode não ter sido a única utilizada pelo Rei

A camisa azul que o jovem Pelé, de 17 anos, usou na finalíssima da Copa de 1958, entre Brasil e Suécia, em Estocolmo, foi vendida no começo do mês, em Nova Iorque, por 25 milhões de dólares. A peça estava exposta no Museu dos Esportes de Alagoas. Entretanto, a história pode ganhar novos capítulos em breve, graças a um trabalho de investigação do jornalista Celso Unzelte e do colecionador Cássio Brandão. 

Antes de prosseguir, uma explicação: os uniformes das duas seleções finalistas de 1958 eram da cor amarela. O Brasil perdeu um sorteio feito pelos organizadores e teria de usar a camisa reserva. Mas, qual? O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, descartou a possibilidade de voltar com o branco, que ficou marcado pela derrota brasileira para o Uruguai, em 1950, no Maracanã. A solução foi conseguir às pressas um conjunto de camisas azuis. A compra se deu em uma fábrica na cidade de Boras, a trinta quilômetros da concentração, em Hindas. Os escudos da CBD (atual CBF) foram costurados à mão, depois de terem sido retirados das camisas amarelas. 

No entanto, o leilão do material, em Nova Iorque, pode não encerrar a história. De acordo com Celso Unzelte, o engenheiro Rodrigo Cardoso de Almeida tem uma camisa idêntica à que foi vendida nos Estados Unidos. Ele é filho de Fábio Cardoso, que, em 1962, participou de um filme que contava a história de Pelé. O Rei deu o uniforme para o ator e produtor e que, agora, está em posse do filho, Rodrigo. 

Uma das suspeitas é de que a CBD teria comprado mais do que um conjunto de camisas azuis na Suécia e, por isso, existiriam dois exemplares com o número dez. O colecionador Cássio Brandão fará testes com o material para tentar comprovar a procedência. Se as duas forem verdadeiras, qual delas Pelé usou na final contra a Suécia? Será que uma em cada tempo ou uma foi utilizada e a outra não! As perguntas serão respondidas em breve. 

Enquanto isso, assista ao filme Rei Pelé, dirigido por Carlos Hugo Christensen. 


Fonte: Jovem Pan

Destaques