O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (27) que discutirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a situação no Irã e defenderá a segurança e o futuro de Israel quando ambos se reunirem na Casa Branca na terça-feira (28), em uma visita oficial que ocorrerá apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele.
“Estou indo para Washington para me reunir com nosso amigo, o presidente Donald Trump. Este é meu oitavo encontro com ele desde que foi eleito presidente para seu segundo mandato, mais do que com qualquer outro líder internacional. É um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade”, afirmou Netanyahu em declarações antes de embarcar.
O líder israelense pediu que se aja “com grande determinação e grande sabedoria” diante do cenário internacional tão volátil, em que o conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar militarmente nas últimas semanas devido à gestão do Estreito de Ormuz.
“Discutiremos todos os temas da pauta, em primeiro lugar, o Irã. Naturalmente, nosso objetivo é salvaguardar nossa segurança e também ampliar o círculo de paz ao nosso redor”, indicou. Nesse sentido, ele ressaltou que o “objetivo claro” da viagem é “garantir a segurança, a força e o futuro do nosso querido Estado de Israel”.
No início de junho, enquanto Washington negociava com Teerã um acordo para pôr fim às hostilidades, Trump reconheceu ter tido uma discussão com o primeiro-ministro israelense, a quem chegou a chamar de “louco de merda“. De qualquer forma, o chefe da Casa Branca minimizou o incidente, em meio às tensões causadas pela ofensiva israelense no Líbano, que ameaçava inviabilizar as negociações sobre a situação no Oriente Médio.
Netanyahu viaja para participar do funeral do senador Lindsey Graham, a quem descreveu como “um dos melhores amigos que o Estado de Israel já teve”, cerimônia que reunirá líderes mundiais como o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Fonte: Jovem Pan