Depois do último jogo do Santos, Neymar declarou que o momento dele na Seleção já passou. Deu o sangue, fez história, foi feliz pra caramba… mas agora não quer mais.É indiscutível que Neymar foi muito importante para a seleção brasileira. Maior artilheiro da história, com 80 gols, carregou o time em várias fases, brilhou na Copa das Confederações e conquistou o ouro olímpico.A geração dele gira em torno desse nome. O título mundial não veio e as lesões atrapalharam bastante, mas apagar a importância dele seria injusto. Sem dúvida, está no grupo dos grandes da história do futebol brasileiro e é um nome global.Os últimos tempos, porém, não foram bons dentro de campo. E, fora dele, a meu ver, algumas polêmicas poderiam ter sido evitadas.Quando ouvi o depoimento dele pondo fim à trajetória na Seleção, pensei que, talvez, ele pudesse ter chegado a essa conclusão antes da última convocação.Experiente como é, poderia ter percebido que a condição física não estava boa e que a lesão na panturrilha, sofrida logo antes da lista, não daria tempo de recuperação plena.O físico estava lá e cá. Dá para entender o desejo de tentar uma última vez, de fechar o ciclo no mesmo estádio em que estreou. Mas teria poupado, para ele e para os fãs, uma grande frustração. É daqueles “e se…” que nunca terão resposta certa.Agora chega a informação de que a CBF está cogitando um jogo de despedida para ele. Nada oficial ainda, apenas uma intenção no ar. Se acontecer, será válido: uma homenagem justa ao maior artilheiro da história da Amarelinha.No fim das contas, parece que Neymar está fechando um ciclo gigante. Deu o que tinha para dar, sofreu, brilhou, frustrou, emocionou… e agora está dizendo: “foi, valeu”.Podemos discordar de muitas das suas decisões dentro e fora de campo, mas o legado está aí, pesado.Vai ocupar capítulos robustos na história do futebol brasileiro.Até a próxima.
Fonte: Jovem Pan