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Cobrado por colegas do STF, Nunes Marques diz que urna eletrônica é patrimônio da democracia brasileira

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (3) que a urna eletrônica é patrimônio da democracia brasileira.
Cobrado por ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) a fazer uma defesa enfática da urna eletrônica para evitar novos ataques da família Bolsonaro ao dispositivo, Nunes Marques anunciou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação e disse que as demonstrações públicas vão mostrar demonstrar a robustez do sistema.
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“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, afirmou.
Agora no g1
“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição. É um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, disse Nunes Marques.
No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo TSE.
Em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse Flávio.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, afirmou o senador.
Presidente do TSE, Kássio Nunes Marques
Luiz Roberto/TSE
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa. Em nota em seu site, publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE esclarece que as urnas utilizadas nas eleições brasileiras não são fornecidas pela empresa.
Nunes Marques disse que ao longo desta semana, serão promovidas demonstrações públicas da urna eletrônica, atividades educativas, visitas guiadas e ações voltadas ao esclarecimento da população sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação.


Fonte:

g1 > Política

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