O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado nesta quarta-feira (5) como vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que será um “soldado” leal durante a campanha. A escolha representa um revés para Flávio, que buscava o nome de uma mulher e em composição com outro partido.
“O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que este momento trouxesse um soldado do Nordeste. Um soldado que honrou a sua história com trabalho e dignidade. Alguém simples, mas que está pronto para a luta, alguém que tem boa fé, sabe o tamanho da responsabilidade. Terei lealdade e gratidão”Alfredo Gaspar, na sede do PL, onde foi feito o anúncio
Em seu discurso, Gaspar lembrou do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e agradeceu ao coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Gaspar era anunciado como pré-candidato ao Senado por Alagoas, numa disputa em que enfrentaria Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).
Outros cotados vão a anúncio
Uma série de políticos também esteve na sede do PL para o anúncio. Entre eles, a senadora Tereza Cristina (PP-MS); o senador Rogério Marinho (PL-RN); a deputada Bia Kicis (PL-DF); e a ex-presidente da Caixa Daniela Marques (Republicanos). Todos eles foram cotados em algum momento para o posto.
Em seu discurso, Flávio afirmou que contará com a colaboração deles na campanha e em um eventual governo, apesar de Republicanos e PP não terem selado um apoio formal ao seu nome.
“É óbvio que batalhei muito para que tivéssemos o tempo de televisão, as inserções, com outros partidos aderindo formalmente à nossa chapa nacional, mas isso não foi possível. E vejam como a representatividade de todos esses partidos, seus principais quadros, as pessoas que ajudaram a construir esse partido estão caminhando conosco”Flávio Bolsonaro
Flávio também criticou o presidente Lula (PT) e o ex-chefe de gabinete de Lula conhecido como Marcola.
“O próprio Marcola do Lula está sendo acusado de receber dinheiro que provavelmente veio do desvio do INSS. Talvez a coisa mais hedionda que pode ter acontecido nos últimos anos, nas últimas décadas no nosso País, foi um governo corrupto que não respeitou nem os aposentados”, disse.
Fonte: Jovem Pan