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Chefes da PF divulgam nota em apoio à direção após tensão com STF

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nesta quinta-feira (6) uma nota pública em apoio à direção da corporação. No documento, eles reafirmam confiança no diretor-geral, Andrei Rodrigues, e defendem a independência técnica das investigações e a autonomia administrativa da instituição.

A manifestação ocorre após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a autorização para a PF investigar vazamentos de informações sigilosas de operações.

No texto, os superintendentes afirmam que a Polícia Federal é uma instituição de Estado comprometida com a Constituição, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito.

“A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico”Nota dos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal

Segundo o comunicado, a credibilidade da corporação foi construída pela atuação técnica e independente de seus servidores, baseada em fatos, provas e nos mecanismos de controle previstos em lei.

“O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas”, diz o documento.

“Os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”, finaliza.

Entenda o contexto

A nota foi divulgada dias depois de decisões do STF relacionadas a investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Na segunda-feira (3), o ministro do STF Flávio Dino autorizou a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência.

Além da abertura da investigação, Dino autorizou a PF a apurar o vazamento de informações sigilosas relacionadas aos inquéritos, incluindo dados de investigações que têm Lulinha como alvo.

À Jovem Pan, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que recebeu a decisão “com tranquilidade”. Segundo ele, a defesa pretende prestar todos os esclarecimentos durante as investigações.

As decisões se somam a outras autorizações concedidas pelo STF nos últimos dias.

Na sexta-feira (31), o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal.

Segundo a PF, há indícios de irregularidades na atuação de Lulinha junto à Dataprev e a outros órgãos federais em favor do empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT. A investigação também cita a relação do empresário com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Um dia antes, Mendonça já havia autorizado outro inquérito para investigar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Lulinha também é alvo dessa apuração.


Fonte: Jovem Pan

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