O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha sido fruto de ataque hacker.
Segundo o tribunal, o registro ocorreu por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais da própria legenda para realizar filiações (leia nota na íntegra abaixo).
Em nota, o TSE afirmou que o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para adoção das providências cabíveis.
O ministro também determinou a instauração de inquérito pela Polícia Judiciária para apurar o caso.
Flávio aparece filiado ao Missão e não consegue registrar candidatura no TSE
Mais cedo, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que identificou uma alteração na filiação partidária do senador ao reunir documentos para o registro de sua candidatura e sustentou a hipótese de invasão do sistema.
O Partido Liberal protocolou um pedido de desfiliação do Missão, que já está em análise pela Justiça Eleitoral, informou o tribunal.
Nota do TSE
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.”
Print do partido Missão mostra e-mails enviado ao gabinete do senador e candidato Flávio Bolsonaro
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