O candidato Flávio Bolsonaro (PL) discursa no palco da convenção do partido neste sábado (25)
Jean Carniel/Reuters
A coligação de Flávio Bolsonaro (PL), com Alfredo Gaspar (PL) como vice-presidente, anunciou nesta quinta-feira (13) as diretrizes do seu programa de governo para os próximos anos.
O Partido Liberal (PL) oficializou o candidatura do senador à Presidência da República no dia 25 de julho.
No documento, o candidato disse que, se eleito, vai permanecer fiel a valores que considera “inegociáveis”: o respeito à liberdade, à família, à vida desde a concepção, à propriedade privada, à democracia, à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.
“O papel do Estado não é tornar as pessoas dependentes do governo, mas criar as condições para que as famílias conquistem autonomia, prosperidade e liberdade”, afirma o documento.
O programa está dividido em eixos temáticos. “O Brasil precisa de uma alternativa liberal, conservadora, reformista e corajosa: um Estado eficiente, que cumpra bem o que é seu dever, pare de atrapalhar quem trabalha e volte a servir o cidadão, respeitando seus valores.
Reforma do Judiciário
O projeto do governo defende uma série de propostas para realizar uma reforma no poder Judiciário, principalmente no Supremo Tribunal Federal (STF).
“O Supremo Tribunal Federal acumulou, ao longo dos anos, um volume de funções que não tem paralelo nas Cortes Constitucionais de outras nações. Esse acúmulo gera insegurança jurídica, instabilidade democrática e um desequilíbrio entre a vontade dos representantes eleitos pelo povo e a revisão dessa vontade, muitas vezes ancorada em interpretações subjetivas da Constituição”, diz o documento.
Entre as principais medidas propostas, está o impedimento de parentes de até terceiro grau de magistrados — e de seus respectivos escritórios de advocacia — de advogarem no tribunal ao qual o juiz é vinculado.
Além disso, propõe limitar decisões monocráticas de ministros do STF, “privilegiando as decisões colegiadas e presumindo a constitucionalidade do processo legislativo, para que a caneta de um só ministro não se sobreponha ao trabalho de todo o Congresso”.
A campanha defende ainda o fim das competências criminais originárias do STF, de forma a permitir que parlamentares sejam julgados por instâncias inferiores, como o STJ ou os Tribunais Regionais Federais, “para que exerçam seus mandatos com mais altivez, sem que isso represente qualquer contrapartida de impunidade”.
Flávio propõe ainda quarentena de um ano para que ministros de estado possam ser indicados ao Supremo.
Mulheres e família
O plano de governo de Flávio Bolsonaro tem um capítulo dedicado às ações voltadas para as mulheres. O senador propõe a criação da Central da Mulher, que oferecia acolhimento e proteção, orientação jurídica e apoio psicológico. O serviço também contaria com um aplicativo para smartphone.
Além disso, Flávio diz que seu possível governo dará bônus de internet para as mulheres estudem, busquem emprego ou empreendam.
Ao mesmo tempo, o senador propõe a criação da “ClarIA”, um aplicado de inteligência artificial para orientar a mulher em assuntos como:
acompanhar medidas protetivas;
agendamento de exames;
procurar apoio psicológico;
como conseguir um emprego melhor, entre outros.
O candidato também propõe a criação de uma plataforma de participação voluntária em que as mulheres ganhem pontos ao cumprir atividades como concluir cursos de capacitação, regularidade no emprego, poupar dinheiro e pagar as contas em dia.
“Esses pontos poderão ser convertidos em benefícios concretos: juros menores, cashback, acesso facilitado ao crédito, descontos em serviços e incentivo à poupança”, diz o documento.
Flávio também afirma que vai implementar um voucher para que todas as mães possam matricular os filhos em creches. Também diz que a saúde das mulheres terá um lugar de destaque no governo.
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