O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu nesta terça-feira (18) a aplicação de “impostos altíssimos” para empresas que operam bets no Brasil.
Ele também disse ser favorável a uma escala de trabalho 5×2 e a estipulação de um prazo máximo de 8 anos para a permanência de ministros no Supremo Tribunal Federal.
Cury deu as declarações durante participação no evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs). Outros candidatos ao Planalto, como Renan Santos (Missão), também participaram.
Para o presidenciável do Avante, as bets podem gerar dependência e retirar recursos que poderiam ser destinados ao consumo e ao comércio. Na avaliação de Cury, o aumento de impostos para esse segmento pode desestimular a prática de apostar.
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“As bets afetam as famílias, afetam a sociedade como um todo, afetam o pensamento de Brasil e afetam as empresas”, disse.
O candidato ao Palácio do Planalto também disse ser favorável ao fim da escala 6×1, com o estabelecimento de uma jornada de trabalho com 5 dias de trabalho e dois de descanso.
O tema está em debate no Congresso Nacional. Uma proposta nesse sentido já foi aprovada pela Câmara e aguarda análise pelo Senado.
8 anos para ministros do STF
Na avaliação do candidato do Avante, a relação entre os Três Poderes está desequilibrada e o Judiciário se tornou um “superpoder”, que invade as competências de outros, sobretudo, do Legislativo.
Para lidar com a situação, Augusto Cury defendeu o fim da vitaliciedade para quem ocupa cargo de ministro do STF.
A solução, para o presidenciável, passa pela fixação de um prazo máximo de 8 anos para a permanência de um magistrado na Suprema Corte.
“Tem que ser o fim da vitaliciedade no Supremo Tribunal, e só um candidato que tem coragem de falar sobre isso. Por quê? Porque eu sou o único que não depende. Eu tenho rabo preso? Eu não dependo financeiramente do poder, não dependo do prestígio do poder, não estou no poder para ter vantagens”, disse.
Cury também defendeu uma reforma na composição do STF. Disse que pessoas filiadas a partidos políticos nos últimos cinco anos não poderiam integrar a Corte e propôs que dois terços dos ministros fossem magistrados de carreira, além de representantes do Ministério Público e da advocacia.
Também disse que os ministros não deveriam mais ser escolhidos diretamente pelo presidente da República, mas indicados pelas próprias categorias, com participação do Senado na confirmação.
Polarização na política
Ele também criticou a polarização política e disse que adversários devem ser tratados como parte do processo democrático, e não como inimigos.
“Às vezes, eu sinto que Brasília se tornou um manicômio. Essa polarização se tornou esquizofrênica, uns digladiando com os outros”, afirmou.
Empreendedorismo
Cury sugeriu ainda a criação de um “Banco do Empreendedor” e de uma “Escola do Empreendedor” em comunidades, favelas e escolas públicas.
Segundo ele, o estímulo ao empreendedorismo seria uma forma de preparar o país para os impactos da inteligência artificial e da robótica.
“Nós temos que preparar a nação para estimular completamente a veia empreendedora do brasileiro”, disse.
Augusto Cury, candidato do Avante ao Palácio do Planalto, em imagem de arquivo
Reprodução/TV Globo
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