Nilton Santos (1925-2013) sabia tudo sobre o esporte mais popular do planeta e não foi à toa que recebeu o apelido de “enciclopédia do futebol”. Ele conhecia os meandros dos gramados e, por ter características de atacante, pode ser considerado o primeiro lateral esquerdo ofensivo. O gol da seleção contra a Áustria, na estreia da Copa de 1958, é o maior exemplo disso.
O bicampeão brilhou no Botafogo e na equipe nacional. Em 1958, aos 33 anos, era um dos mais experientes do grupo. Nilton foi reserva na Copa de 1950 e titular nos três mundiais seguintes. Em 1962, no duelo contra a Espanha, o lateral usou da mais pura “malandragem”: ao cometer uma infração dentro da área, deu dois passos para fora da área e conseguiu ludibriar o árbitro.
O jogador, considerado pela FIFA o maior lateral esquerdo de todos os tempos, tinha uma ligação quase que paternal com Garrincha. Padrinho de casamento de Mané, Nilton era uma espécie de protetor do companheiro de Botafogo. Depois da morte do “gênio das pernas tortas”, em 1983, passou a acender uma vela a cada data de aniversário do amigo.
Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista que Nilton Santos concedeu ao repórter Marcelo Lima, em 2000. Além de falar sobre os títulos mundiais e a relação paternal com Garrincha, o ex-atleta criticava o momento do futebol brasileiro.
Fonte: Jovem Pan