A doença do influenciador Lito Sousa, Creutzfeldt-Jakob (DCJ), é uma complicação priônica humana rara, neurodegenerativa e progressiva. Ela afeta o cérebro e não possui tratamento capaz de interromper ou curar a doença.
A DCJ costuma provocar alterações neurológicas que podem incluir demência, perda de memória e tremores. Com a progressão do quadro, outros movimentos e funções do sistema nervoso podem ser comprometidos.
Segundo balanço do Ministério da Saúde, a partir do ano de 2005 até 2021, foram registradas no Brasil 1.576 notificações de casos suspeitos da DCJ, com registros mais frequentes em pessoas residentes nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Os estados com maior número de casos suspeitos notificados no período foram: São Paulo com 32,5% (512), Paraná com 12,0% (189) e Minas Gerais com 10% (158).
A maior frequência de notificações foi registrada entre as idades de 55 a 74 anos, representando 60,2% (994) do total. Quanto ao sexo, foi observada pequena variação, sendo 53,6% (845) de casos suspeitos do sexo feminino e 46,3% (730) do sexo masculino.
Desde 2005 a DCJ integra a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória. A Vigilância Epidemiológica está sob a Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (CGZV), Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde e tem como principais objetivos detectar casos da doença, conhecer o seu perfil epidemiológico e definir medidas de biossegurança.
As doenças priônicas são causadas por alterações em proteínas chamadas príons. Na DCJ, essas proteínas anormais se acumulam no cérebro e provocam a destruição progressiva das células nervosas.
A evolução da doença varia entre os pacientes, mas a DCJ é considerada uma condição de progressão rápida. O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e de exames, já que os sintomas podem se confundir inicialmente com os de outras doenças neurológicas.
Fonte: Jovem Pan