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O preço do deslocamento para implorar por saúde na capital

Tragédia com veículo da Saúde na BR-364 reacende cobrança por hospitais estruturados no interior de Rondônia

A morte de cinco pessoas em um grave acidente envolvendo uma picape da Secretaria Municipal de Saúde de Governador Jorge Teixeira, nesta quinta-feira (27), na BR-364, expõe novamente uma realidade enfrentada diariamente por pacientes do interior de Rondônia: a necessidade de percorrer centenas de quilômetros para conseguir atendimento médico especializado em Porto Velho.

A colisão aconteceu nas proximidades do Morro Chico Mendes, em Ouro Preto do Oeste. As vítimas estavam em um veículo público destinado ao transporte de servidores e pacientes da Saúde. Com a força do impacto contra uma carreta, a caminhonete ficou completamente destruída e todos os seus ocupantes morreram no local. As circunstâncias exatas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades. Rondoniaovivo

As vítimas foram identificadas como os servidores públicos Aparecido Tristão da Silva e Sidineia Cardoso de Souza, além dos pacientes Valdete Tomaz de Souza Rocha, Luciene da Silva Schiorlim e Admir Cevada Schiorlim. A Prefeitura de Governador Jorge Teixeira decretou luto oficial nos dias 27 e 28 de agosto. Rondoniaovivo

Embora a investigação ainda precise esclarecer a dinâmica e as responsabilidades pelo acidente, a tragédia reacende uma discussão que não pode ser ignorada: até quando moradores do interior precisarão enfrentar longas viagens pela BR-364 para buscar na capital aquilo que deveria estar disponível mais perto de suas casas?

Nos últimos meses, diferentes municípios receberam ônibus modernos para transportar pacientes até Porto Velho. Os veículos oferecem conforto, acessibilidade e melhores condições de viagem, mas também evidenciam a dependência do interior em relação à estrutura hospitalar concentrada na capital.

Ônibus novos são importantes, mas não substituem hospitais equipados, especialistas, exames, cirurgias e atendimento de alta complexidade nas regiões do interior.

O transporte pode ficar mais confortável, mas a distância, o desgaste e os riscos da estrada continuam existindo. A resposta definitiva não pode ser apenas “botar no ônibus bonito e levar”. Rondônia precisa avançar na regionalização da saúde para que seus moradores tenham atendimento digno e seguro perto de onde vivem.

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