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CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES – Episcopum requirimos

3 minutos de leitura

Por Paulo Cordeiro Saldanha

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES – Episcopum requirimos

Inicialmente como Prelazia, desde 1948 os católicos de Guajará-Mirim desfrutam da presença de um Bispo a lhes franquear bênçãos, como grande intermediário entre a terra guajaramirense e Deus, via Jesus Cristo.

Ocorre que, desde janeiro de 2026, a Cúria  se acha sem a presença de um Bispo, embora contando com um administrador virtuoso, no caso, o Padre Willian.

Sim, precisamos de um Bispo, em função da transferência de Dom Benedito Araújo, que retornou ao seu Maranhão.

E mais de sete meses estamos a aguardar uma designação superior que declare o nome do novo Bispo desta Diocese.

Na Ação pastoral de um Bispo é indispensável, todavia, a titularidade do cargo, posto que a sua missão vem carregada de expectativas nos cuidados com as suas ovelhas, agenciando os ensinamentos apostólicos, guiando o povo cristão no rumo dos reinos de Deus, Pai e Criador…

Como direção do sagrado objetivo que o envolve, um Bispo foca na condução de diretrizes por intermédio dos padres auxiliares, diáconos, etc. para o cumprimento das diretrizes, doutrinas e das liturgias pré-determinadas pelo Vaticano.

Assim que, desde 1948, primeiro como Prelazia e agora como Diocese, jamais os católicos desta abençoada fronteira ficaram sem um Bispo.

Nem penso que o Vaticano deseje nos considerar católicos de segunda linha, porque, eu sei, que lá as virtudes cristãs são elevadas a um plano bem superior, sem mesquinharias…

Lembremo-nos do detalhe importante de que a jurisdição da Diocese é imensa – toda a faixa Oeste da fronteira – representando aquelas servidas pelos rios Mamoré, Alto Madeira (Nova Mamoré) e Guaporé (Alta Floresta, Cabixi, Cerejeiras, Costa Marques, Colorado, Corumbiara, Pimenteiras do Oeste, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Seringueiras).

Poder-se-ia até, por uma questão de logística, sugerir que Alta Floresta, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Seringueiras ficassem sob jurisdição da Diocese de Ji-Paraná; e Cabixi, Colorado, Corumbiara e Pimenteiras do Oeste sob os encargos da Paróquia de Vilhena, posto se situarem mais próximas e possuírem acesso por rodovias.

E o Papa Leão  XIV nem poderia buscar lá distante um novo Bispo para a Diocese de Guajará-Mirim porque o Padre  Wilian Lino Orcesi tem luz própria, é querido e admirado pelos fiéis, além de ser um sacerdote culto, autêntico, coerente, carismático e humilde! Sabe ouvir, pratica de forma espontânea a empatia.

Tenho observado no Padre Wilian uma capacidade inata como homem de Deus, sendo abnegado como cuidador de almas e faz da sua messe o exercício para pregar o Evangelho, sem se divorciar do exemplo dignificante com que age como homem, quando pratica a caridade e outras virtudes cidadãs, com acrisolado amor em Cristo.

É jovem, mas com uma maturidade que o faz ser respeitado como líder capaz de levar de vencida qualquer missão que lhe chegue às mãos.

Além do mais, o Padre Wiliam Orcesi já palmilhou de barco, canoa, automóveis e ônibus esta geografia e conhece cada milímetro do nosso chão.

Particularmente eu sei que Roma tem seus próprios critérios na escolha de seus Bispos! Todavia, se a Comunidade católica guajaramirense e de outros municípios, neste Estado pudesse ser auscultada teríamos ai, certamente, quase uma unanimidade para levar em conta o respeitável nome do Padre Willian Lino Orceci…

Com a palavra a Cúria Romana e, com a sua caneta resplandecente,  o Papa Leão XIV…

Fonte: Tribuna Popular