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Super El Niño pode provocar 451 mil mortes pelo mundo; Brasil é o quinto país mais afetado da lista

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Estudo da Universidade de Chicago aponta também que fenômeno deve provocar 44% dias a mais de calor extremo do que seria esperado em um ano normal

Brasil é um dos países mais afetados

Estima-se que o Brasil registre 13.300 mortes relacionadas ao calor extremo, levando o país para o quinto lugar do ranking global.

Somente no período entre dezembro e fevereiro, a projeção é de aproximadamente 8.000 mortes adicionais no Brasil.

O território brasileiro perto apenas para Índia (4 lugar), Sudão (3 lugar), Indonésia (2 lugar), Nigéria (1 lugar).

Países com maior mortalidade pelo calor extremo do El Niño • Reprodução/Climate Impact Lab

Número pode ser maior

O relatório estima que as temperaturas acima da média e os efeitos sobre a mortalidade podem continuar mesmo depois do período inicialmente analisado, especialmente em regiões que enfrentarão o verão nos meses seguintes.

Segundo Michael Greenstone, cofundador do Climate Impact Lab e Professor na Universidade de Chicago, parte dessas mortes pode ser evitada com medidas de adaptação ao calor.

“Este relatório permite que os tomadores de decisão vejam exatamente onde ações emergenciais podem ser tomadas agora para salvar dezenas de milhares de vidas nos próximos meses.”

Entre as estratégias citadas estão sistemas de alerta para temperaturas extremas, ampliação do atendimento de saúde a populações vulneráveis, criação de centros de resfriamento e pontos de hidratação, proteção de trabalhadores expostos ao calor e reforço da capacidade dos sistemas de saúde.

O estudo considera como “mortes adicionais” aquelas que excederiam o número esperado para os mesmos meses em um ano considerado normal. Trata-se de uma projeção de mortalidade, e não de uma contagem de mortes que já ocorreram.

Para realizar essa projeção, foram calculadas as relação entre temperatura e mortalidade em 24.378 regiões do mundo. Os cientistas também compararam as temperaturas previstas com a média já registrada entre 1996 e 2025.

Os intervalos fornecidos ao longo do relatório representam a média de erro padrão de 1,96 pontos percentuais.

CNN BRASIL

Fonte: Tribuna Popular