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Brasil

Belo Horizonte: Orelhão volta às ruas do Brasil, mas sem telefone e com uma nova função

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Projeto transforma antigo símbolo da telefonia pública em ponto de apoio gratuito para entregadores, motoristas de aplicativo e outros trabalhadores; primeira unidade será instalada em Belo Horizonte.

Belo Horizonte: Orelhão volta às ruas do Brasil, mas sem telefone e com uma nova função

Um dos símbolos mais conhecidos das ruas brasileiras está prestes a ganhar uma nova função. Os tradicionais orelhões, que durante décadas serviram como alternativa de comunicação para milhões de pessoas, começam a inspirar um projeto que pretende transformá-los em pontos de apoio para trabalhadores que passam boa parte do dia nas ruas.

A iniciativa, idealizada pelo empresário André Souza, prevê a instalação de estruturas equipadas com serviços gratuitos, como água gelada e micro-ondas para aquecer refeições. A primeira unidade tem inauguração prevista para 10 de novembro de 2026, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Diferentemente dos antigos telefones públicos, os novos equipamentos não terão aparelhos para realizar ligações. A proposta é oferecer uma estrutura de apoio a entregadores, motoristas de aplicativos, taxistas e outros profissionais que enfrentam longas jornadas de trabalho e nem sempre encontram locais adequados para descansar ou fazer uma refeição.

 

Água gelada e alimentação gratuita

Entre os serviços previstos estão o fornecimento de água gelada para abastecimento de garrafas e a disponibilização de micro-ondas para aquecer marmitas. O acesso deverá ser gratuito, sem necessidade de cadastro, instalação de aplicativos ou obrigação de consumir produtos em estabelecimentos comerciais.

De acordo com as metas divulgadas pelos idealizadores, a intenção é instalar 2 mil unidades nos primeiros 12 meses e alcançar 5 mil equipamentos em até três anos. O investimento estimado por unidade é de aproximadamente R$ 30 mil.

As metas, entretanto, representam planos de expansão do projeto e dependem de sua implantação e viabilidade operacional.

 

De símbolo da comunicação a ponto de apoio

Criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o orelhão tornou-se parte da paisagem urbana brasileira. Seu formato característico, presente em calçadas, praças e terminais, marcou gerações que dependiam dos telefones públicos para manter contato com familiares e amigos.

Com a popularização dos celulares e da internet móvel, os aparelhos perderam espaço e entraram em processo de desativação.

Agora, a proposta é resgatar a identidade visual e a presença urbana dessas estruturas, atribuindo-lhes uma finalidade diferente e alinhada às necessidades contemporâneas.

Mais do que recuperar um elemento nostálgico das cidades, a iniciativa busca oferecer condições mínimas de apoio a trabalhadores que enfrentam diariamente as dificuldades da atividade nas ruas.

Se o projeto alcançar a expansão pretendida, os antigos pontos de comunicação poderão se transformar em pequenos espaços de acolhimento e serviço, aproximando uma lembrança do passado de uma necessidade bastante atual.

Fonte: portaltemponovo

Fonte: Tribuna Popular