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A dança das cadeiras de MT: por que o governador quer ser senador e o senador quer ser governador

Mato Grosso vai viver em 2026 um movimento raro na política brasileira: o governador quer ser senador e o senador quer ser governador. E cada um usa a trajetória do outro como argumento de campanha.
Mauro Mendes (União Brasil) renunciou ao Palácio Paiaguás em 31 de março para disputar o Senado. Deixa um legado que ele mesmo faz questão de quantificar: “Ao assumirmos a gestão, encontramos Mato Grosso atolado em dívidas. Implementamos um rigoroso ajuste fiscal, tornando as contas públicas mais eficientes.” mt.gov.br Os números que carrega na bagagem para Brasília são robustos — desde 2019, o governo asfaltou 6.189 quilômetros de rodovias, com previsão de que até o fim de 2026 o estado tenha pavimentado mais quilômetros em oito anos do que em todas as gestões anteriores somadas.
No Senado, promete o mesmo estilo sem filtro que marcou o governo. “Olha, eu tenho coragem para muita coisa. Já pode ter me faltado juízo. Agora, coragem nunca me faltou. Como senador, pode esperar lealdade, coragem, demonstração de resultado. Se tiver errado, doa a quem doer. Pode ser ministro, supremo, pode ser quem for” Muvuca Popular, afirmou ao deixar o cargo. E não poupa críticas ao destino que escolheu. Para Mendes, o Congresso tem “preguiça” e “não tem coragem” de criar leis para combater as facções criminosas que avançam pelo Brasil. O recado é claro: vai a Brasília para fazer o que, na sua avaliação, os parlamentares nunca fizeram.
Wellington Fagundes (PL) faz o caminho inverso. Médico veterinário, foi deputado federal por 30 anos antes de chegar ao Senado em 2014. Exame Agora quer executar — e usa exatamente o que Mendes construiu como ponto de partida para sua crítica. “Mato Grosso é um estado grandioso e rico, mas ainda com uma concentração de renda muito grande. Temos hoje, por incrível que pareça, quase 400 mil pessoas em situação de pobreza. Queremos incluir todos e fazer um governo onde principalmente os jovens tenham oportunidades.” Metrópoles O discurso é municipalista e de chegada ao cidadão. “É no município que as pessoas vivem e acontecem os problemas. Eu sei o que é a vida do cidadão, olho as pessoas, e é assim que quero fazer um governo.”
Nas pesquisas, Fagundes lidera com folga: levantamento da Real Time Big Data aponta o senador com 43% das intenções de voto no primeiro cenário testado, contra 17% do atual governador Otaviano Pivetta. CNN Brasil Mendes, por sua vez, chega ao pleito com 72% de aprovação e lidera todas as simulações para o Senado. CartaCapital Dois políticos, duas cadeiras, dois discursos que se completam — e que em outubro vão mostrar o que o eleitor de Mato Grosso valoriza mais: a obra feita ou a promessa de chegar mais longe com ela.


Fonte: Jovem Pan

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