Escrevo essas linhas no calor da eliminação da França pela Espanha na semifinal da Copa. A derrota por 2 a 0, em Dallas, mostra que não adianta cantar vitória antes da hora. Os exemplos estão na história: Hungria, em 1954, Holanda, em 1974, e o Brasil, em 1982. Os comandados de Deschamps foram completamente anulados pelo adversário e não estavam em um bom dia. Mbappe não brilhou como em outros jogos. O portal do jornal “L’Équipe” destaca na capa: “Os danos de Dallas”. Oyarzabal e Porro garantiram uma vitória histórica. O técnico Luis de la Fuente merece aplausos pelo esquema tático.Abaixo, algumas considerações ou consequências dos “danos de Dallas”.
A final da Copa de 2026 será inédita;
A França não se iguala a Brasil e Alemanha, que chegaram a três finais seguidas;
A França não se iguala ao Brasil de 2002, que venceu sete jogos seguidos;
O favorito não chega ao título, como Hungria (54), Holanda (74) e Brasil (82);
A França não tinha pego nenhuma grande seleção até aqui;
A Espanha volta à final depois de dezesseis anos;
A final da Copa de 2026 será inédita: Espanha x Argentina ou Espanha x Inglaterra. Espanhóis e ingleses têm apenas um título, enquanto os argentinos, atuais campeões, buscam a quarta estrela. O duelo desta quarta-feira, às 16h, em Atlanta, vai nos dar a resposta.
Fonte: Jovem Pan