O advogado Fábio Pagnozzi, da ex-deputada Carla Zambelli, disse em entrevista ao Jornal Jovem Pan nesta sexta-feira (12) que vai esperar as eleições para tentar reverter a condenação de sua cliente. “No Brasil eu sei que eu posso fazer uma revisão criminal e farei, mas, infelizmente, no governo atual ninguém vai contra a decisão do ministro de condenar Carla Zambelli”, disse.
“Então, num próximo governo, eu vou fazer essa revisão e tentar reverter, ou, pelo menos, conseguir que seja julgado novamente esse caso, com uma outra turma [do Supremo Tribunal Federal], em que o juiz não seja a própria pessoa ofendida”, completou
Pagnozzi afirmou que a parcialidade do ministro do STF Alexandre de Moraes no caso foi descabida. “No máximo esse processo seria uma difamação ou algo assim, nada em relação ao Estado Democrático de Direito, muito menos como um prejuízo para o governo brasileiro”.
Além disso, o advogado também comentou sobre o processo de extradição do episódio em que Zambelli sacou uma arma contra o jornalista Luan Araújo, em São Paulo. Ele informou que o caso será julgado no próximo dia 1º de julho.
Para Pagnozzi, o caso que aconteceu em 2022 – na véspera das eleições presidenciais – foi apenas uma forma de Zambelli se defender. “As pessoas pensam nessa cena de Carla zambelli com a arma como uma coisa criminosa. Nós não podemos esquecer que ela tinha porte de arma, ela apenas se defendeu, uma mulher, que foi agredida por seis homens. Um deles que foi até condenado agora, se ela tivesse sido criminosa ele não teria sido preso”, argumenta.
Por fim, ele enfatizou que recursos não faltam e que há argumentos até de outros países para serem usados no caso e tentar reverter a condenação. “Acho que já temos muitos argumentos para usar no Brasil. Países como a Itália, Espanha, já dizem que há perseguição contra pessoas no Brasil porque elas pensam politicamente diferente. Isso vai ser um argumento bom a ser usado no próximo ano”, finalizou.
Fonte: Jovem Pan