O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (14) que a prioridade do governo federal é garantir o fornecimento de combustíveis e mitigar o impacto da alta internacional do petróleo no preço do diesel. Durante visita a uma concessionária no Distrito Federal, Alckmin detalhou o pacote de medidas anunciado nesta semana, que prevê a redução de pelo menos R$ 0,64 por litro na bomba por meio da isenção de impostos federais e subsídios diretos.
A estratégia governamental baseia-se na zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, somada à criação de uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro. Segundo o vice-presidente, a medida é uma resposta necessária ao fato de o Brasil importar 25% do diesel consumido internamente, o que torna o mercado nacional vulnerável às oscilações de preço causadas pelo conflito militar no Oriente Médio. Ele ressaltou que segurar o preço do diesel é fundamental para evitar o encarecimento de alimentos e transportes, controlando a inflação.
Ao comparar a atual política com ações de gestões anteriores, Alckmin classificou o modelo atual como “inteligente”, criticando a limitação do ICMS feita em 2022, que gerou perdas de receita aos estados e judicialização do tema. Ele explicou que, apesar de ser um grande exportador de petróleo bruto, o Brasil ainda carece de capacidade de refino suficiente para atender à demanda doméstica de derivados, o que justifica a intervenção pontual para proteger a economia interna de choques externos.
No campo industrial, o ministro destacou o sucesso do programa Move Brasil, focado na renovação da frota de caminhões. Com um aporte de R$ 10 bilhões e a redução das taxas de juros de 23% para 13%, o programa já utilizou R$ 6,2 bilhões em apenas dois meses. Alckmin também defendeu incentivos para a produção de carros sustentáveis no país, associando o uso de novas tecnologias automotivas não apenas à preservação ambiental, mas também à redução de acidentes e mortes nas estradas brasileiras.
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Fonte: News Rondônia

