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Aliados dizem que Lula e Trump conversaram em cúpula do G7

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pela Jovem Pan relataram que o brasileiro conversou com o líder norte-americano Donald Trump em evento da cúpula do G7 nesta terça-feira (16). Vídeo oficial da tradicional foto que reúne os líderes mostra que o brasileiro e norte-americano não interegiu ou sequer cumprimentou Lula. As imagens foram amplamente divulgadas por políticos da oposição como um sinal de desgaste na relação entre os dois.

O entorno do petista, no entanto, minimizou a situação, dizendo que Trump e Lula se cumprimentaram e conversaram brevemente em evento social da cúpula realizado poucas horas depois da foto oficial. Eles negam que exista tensão entre os dois líderes.

Há expectativa do governo de que Lula consiga conversar com o republicano sobre a recomendação de novas tarifas a produtos brasileiros. Após o “tarifaço”, quando o governo dos EUA taxou produtos do mundo inteiro, o presidente, além de parlamentares e parte do empresariado, tiveram uma negociação considerada exitosa com Trump, derrubando boa parte das taxações. Apesar das diferenças ideológicas, Trump tem elogiado Lula e diz ter uma boa relação com o brasileiro.

O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano pelo governo de Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o WhatsApp Pay.

Até o momento, não houve confirmação sobre uma possível reunião bilateral entre Lula e Trump. Se algum encontro entre os dois líderes ocorrer na França, será pouco mais de um mês da última reunião de ambos, na Casa Branca, em Washington, no início de maio.

Na ocasião, segundo Lula, equipes dos dois governos foram orientadas a apresentar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e da investigação comercial do USTR, o que efetivamente ainda não aconteceu.

“Isso [encontro entre Lula e Trump] não está definido. Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa, desde sempre, e isso continua acontecendo”, afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (10).

Este também é ser o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano passar a designar formalmente as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou para a aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.


Fonte: Jovem Pan

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