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Americana que estava desaparecida há 32 anos diz que fugiu de casa

Foram 32 anos de buscas até o caso ser oficialmente encerrado. A americana Christina Marie Plante, hoje com 44 anos, foi identificada na quarta-feira, dia 1º, pelo Gabinete do Xerife do Condado de Gila, no Estado do Arizona, segundo informações publicadas no The Washington Times.
A reviravolta do caso, contudo, veio por meio de uma declaração de Plante, logo após o encerramento do caso, de que ela nunca foi raptada, mas sim decidiu fugir de casa com a ajuda de familiares.

Na sexta-feira (3), o vice-xerife do Condado de Gila, James Lahti, declarou à NBC News: “Esta era uma informação que não tínhamos conhecimento antes de a localizarmos. Até então não sabíamos onde ela estava e tínhamos a impressão de que ela havia sido sequestrada.”
Terry Hudgens, um ex-vice-xerife do condado de Gila que investigou inicialmente o desaparecimento da jovem adolescente – conhecida como “Tina” -, disse em uma entrevista na quinta-feira (2), que estava intrigado com o interesse repentino neste caso. Segundo ele, em declaração dada à NBC News, o caso foi considerado resolvido pouco depois de a menina ter sido dada como desaparecida – apesar de o caso ter mantido o status de aberto até a semana passada.
Segundo Hudgens, a declaração de Plante reforça a antiga linha de investigação, de que o sumiço da garota tenha sido resultado de uma disputa de guarda. Segundo ele, o pai tinha a guarda da adolescente, mas ela queria morar com a mãe.
Um encontro teria sido combinado entre as duas, mãe e filha, que seguiram para o aeroporto em Phoenix, deixando o Estado e “talvez o país”. “Era uma disputa de custódia”, afirmou Hudgens à NBC News.
Entenda
Christina Marie Plante entrou na lista de pessoas desaparecidas em 1994, quando foi vista pela última vez saindo de casa a pé em direção ao estábulo para cuidar de seu cavalo. Ela morava em Star Valley, uma pequena comunidade a noroeste de Phoenix, no Arizona.
Segundo informações do The Washington Times, as circunstâncias do desaparecimento de Plante foram classificadas como suspeitas. Com o tempo, as investigações foram perdendo intensidade. Mas o caso, que permanecia aberto, era periodicamente revisto. Até que, na última quarta-feira, o caso foi oficialmente encerrado.
O caso ganhou fôlego depois de análise feita pela Unidade de Casos Arquivados do gabinete do xerife. A unidade foi criada com a missão de desvendar investigações inconclusivas. Antes de localizar Plante, as autoridades haviam feito um novo apelo público, dessa vez com dados atualizados com base em novas tecnologias sobre a aparência da mulher ao longo dos anos.
Os detalhes sobre a investigação, no entanto, não foram divulgados, segundo nota oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Gila, “em respeito à privacidade e ao bem-estar de Plante”.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

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