Há 35 anos, Paulo Roberto Falcão saia vaiado do Estádio Nacional de Santiago, no Chile, com a eliminação brasileira na Copa América. A campanha, irregular, foi criticada pela imprensa e pela torcida. O título ficou com os argentinos:
Campanha brasileira na Copa América de 1991
Brasil 2 x 1 Bolívia – fase de grupos
Brasil 1 x 1 Uruguai – fase de grupos
Brasil 0 x 2 Colômbia – fase de grupos
Brasil 3 x 1 Equador – fase de grupos
Brasil 2 x 3 Argentina – fase final
Brasil 2 x 0 Colômbia – fase final
Brasil 2 x 0 Chile – fase final
Na Copa de 1990, na Itália, com a eliminação brasileira para a Argentina, a CBF demitiu o controverso técnico Sebastião Lazaroni. Já em 16 de agosto daquele ano, a Confederação confirmou o nome do novo treinador. O ex-jogador Paulo Roberto Falcão, que fez parte da grande equipe de 1982, aceitou o desafio. Aos 36 anos, ele era o mais jovem a assumir o comando da equipe nacional. A imprensa não perdeu a chance de questioná-lo sobre a falta de experiência como técnico. O ex-atleta disparou: “Podem me chamar de inexperiente, jamais de burro”.
Paulo Roberto Falcão não ficou nem um ano à frente da seleção brasileira. Ele não suportou a pressão, depois do mau desempenho da equipe em amistosos e na própria Copa América de 1991, no Chile. Entretanto, mesmo com uma passagem breve pelo cargo, o treinador deve ser reconhecido pelas experiências que fez. Ele deu oportunidade a novos jogadores, como Cafu, que jogaria as finais dos três mundiais seguintes, sendo o capitão do pentacampeonato em 2002. Leonardo, Mauro Silva e Márcio Santos, por exemplo, também passaram a vestir a camisa da seleção pelas mãos do “Rei de Roma” e foram tetracampeões, em 1994, nos Estados Unidos.
A renovação profunda feita por Paulo Roberto Falcão ficou na história e poderia servir de exemplo a Carlo Ancelotti.
Fonte: Jovem Pan