Foto: WHoP
A presença de apneia obstrutiva do sono está associada à redução de força muscular e pior desempenho físico em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O dado consta em estudo publicado na revista científica Scientific Reports.
A pesquisa avaliou 44 pacientes e comparou dois grupos: indivíduos com DPOC isolada e pacientes com DPOC associada à apneia do sono. Os resultados mostram que os participantes com as duas condições apresentaram menor força muscular e desempenho físico inferior.
A DPOC provoca limitação respiratória e dificulta atividades diárias. A apneia do sono causa interrupções repetidas da respiração durante o sono, com episódios de queda de oxigenação e fragmentação do descanso noturno. A associação das duas condições é classificada como síndrome de sobreposição.
Os pesquisadores mediram a força de preensão palmar, utilizada como indicador da força muscular periférica, e aplicaram o teste de caminhada de seis minutos, que avalia a capacidade funcional. Nos dois parâmetros, o grupo com DPOC associada à apneia apresentou resultados mais baixos.
A análise também incluiu indicadores respiratórios durante o sono. Um dos principais foi o índice de dessaturação de oxigênio, que registra quantas vezes os níveis de oxigênio no sangue diminuem ao longo da noite.
Os dados indicam que casos repetidos de queda de oxigenação, caracterizados como hipóxia intermitente, estão associados a alterações no metabolismo muscular. O processo pode contribuir para a redução da massa muscular e da força.
Os autores indicam que a identificação de distúrbios do sono em pacientes com DPOC deve integrar a avaliação clínica. O tratamento da apneia pode reduzir complicações e contribuir para a manutenção da capacidade física.
O estudo foi conduzido por pesquisadores brasileiros com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Fonte: Conexão Política

