O ex-deputado federal Alexandre Ramagem falou pela primeira vez após deixar a prisão nos Estados Unidos e disse que sua situação no país é “absolutamente regular”. “Eu entrei nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, de forma perfeitamente regular e sem condenação nenhuma. Em seguida, nós entramos com o pedido de asilo que eu e a Rebeca (esposa) cumprimos os requisitos, o que nos confere o estado de permanência regular nos Estados Unidos”, explicou Ramagem, nesta quinta-feira (16), em um vídeo compartilhado no X (antigo Twitter).
Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) na segunda-feira (13) e foi liberado na quarta-feira (15). O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) disse que foi detido por “questões migratórias” e não de trânsito. Ramagem agradeceu aos que ajudaram a provar às autoridades dos EUA que ele e a família estavam regulares no território norte-americano, entre eles, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que ajudou a família de Ramagem durante os dias de prisão.
O ex-deputado federal também disse que as autoridades dos EUA o liberaram na quarta-feira (15) após a análise do caso. “Eles viram claramente que não era para eu sofrer aquele procedimento, muito menos para estar preso. A minha liberação não teve necessidade nem do pagamento de fiança”, informou.
Por fim, o ex-deputado afirmou que não tem “nada para esconder” e criticou a Polícia Federal. “A nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, tornou-se uma polícia de jagunços do diretor geral Andrei Rodrigues”, disse Ramagem.
A Polícia Federal afirmou ainda na segunda-feira que a prisão de Ramagem aconteceu em cooperação com autoridades policiais americanas. No vídeo, Ramagem diz que a PF declarou a colaboração internacional para uma “situação de completa regularidade”. “É um vergonha de diretor-geral (Andrei Rodrigues), tem que ser afastado imediatamente das funções”, afirmou o ex-deputado.
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Ramagem condenado
Ramagem é foragido da Justiça brasileira e foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele teve o mandato cassado em 18 de dezembro, mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.
No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.
Fonte: Jovem Pan