A secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, deixará seu cargo, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (20), após uma gestão marcada por uma série de escândalos, entre eles denúncias sobre a forma de tratar jovens funcionárias.
Depois de assumir o cargo em março de 2025, ela é a terceira mulher a deixar o governo do presidente Donald Trump em algumas semanas, após as saídas forçadas da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e da procuradora-geral, Pam Bondi.
“A secretária do Trabalho Lori Chavez-Deremer vai renunciar ao governo para assumir um cargo no setor privado“, anunciou no X um porta-voz da Casa Branca, Steve Cheung, ao elogiar sua gestão “fenomenal”.
A ex-deputada por Oregon, de 58 anos, contou com o apoio de mais de uma dezena de democratas em sua confirmação, mas recentemente enfrentou pedidos de renúncia devido a acusações de que ela, seus assessores e membros de sua família enviavam com frequência mensagens pessoais e solicitações a jovens integrantes de sua equipe.
O New York Times informou na semana passada que a secretária e um ex-subchefe de gabinete enviaram mensagens de texto pedindo a funcionários que lhes levassem vinho durante viagens do departamento.
O marido e o pai de Chavez-DeRemer também trocaram mensagens de texto com jovens funcionárias, algumas das quais haviam sido instruídas pela secretária do Trabalho a “prestar atenção” aos homens, segundo o Times.
Três funcionários apresentaram denúncias por violações de direitos civis, nas quais descrevem um ambiente de trabalho hostil, de acordo com o jornal.
Chavez-DeRemer não foi pessoalmente acusada de irregularidades no caso que envolve seu pai e seu marido.
Fonte: Jovem Pan