Os quatro astronautas da missão Artemis II pousaram nesta sexta-feira (10) no mar, na costa da Califórnia. Após o retorno, os americanos Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen, passam por uma série de procedimentos médicos e operacionais. As informações são da reportagem da BBC.
A NASA não divulga detalhes sobre a saúde ou a vida privada dos tripulantes, mas é possível antecipar as etapas previstas após o retorno à Terra.
De acordo com o jornal, mesmo que astronautas sejam altamente treinados para lidar com o desgaste físico e mental provocado pelo ambiente espacial, os procedimentos são parte da missão.
Logo após o pouso, a equipe é submetida a exames médicos a bordo de um navio da Marinha dos Estados Unidos. Em seguida, os astronautas são levados de helicóptero e transportados de avião para o Centro Espacial Johnson, em Houston.
A permanência no espaço provoca impactos relevantes no corpo humano. Sem a ação da gravidade, há perda de massa muscular e óssea, principalmente nas regiões das costas, pescoço e panturrilhas. Mesmo com rotinas rigorosas de exercícios, essa perda pode chegar a 20% em poucas semanas, segundo o jornal.
Como a missão Artemis II teve duração relativamente curta, os efeitos tendem a ser mais leves em comparação com astronautas que passam meses na Estação Espacial Internacional.
Além da recuperação física, os tripulantes também devem receber acompanhamento psicológico.
Apesar do preparo e do equilíbrio emocional característicos da profissão, o suporte também é parte do protocolo para garantir uma readaptação segura após a missão, segundo a BBC.
Compromissos científicos e institucionais
Após a fase inicial de recuperação, os astronautas ainda devem cumprir compromissos científicos e institucionais a fim de documentar as descobertas e materias produzidos ao longo da missão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável pela criação do programa Artemis em 2017, também convidou a tripulação para uma recepção na Casa Branca.
Donald Trump parabenizou a tripulação e disse que, como presidente dos Estados Unidos, “não poderia estar mais orgulhoso”.
“Espero ver todos vocês em breve na Casa Branca. Faremos isso de novo e, depois, o próximo passo: Marte!”, escreveu ele em sua rede Truth Social.
Novas missões
A missão concluiu assim uma missão de teste ao redor da Lua executada à perfeição, segundo a Nasa, meio século depois do programa Apollo.
Este voo foi um teste de confirmação para a Nasa de que o foguete Orion, do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), e seus sistemas estão prontos para levar astronautas americanos de volta à superfície lunar, antes de futuras missões a Marte.
A Nasa planeja uma nova missão em 2027 que não se dirigirá à Lua, antes de enviar astronautas à superfície do satélite natural da Terra em 2028 durante a quarta missão Artemis, no último ano de mandato de Donald Trump… e teoricamente antes da China, que planeja enviar seus taikonautas à Lua em 2030.
Contudo, os especialistas têm sérias dúvidas de que os módulos de alunissagem, desenvolvidos pelas empresas dos bilionários americanos Elon Musk e Jeff Bezos, estejam prontos até 2028.
Supunha-se que um astronauta japonês e depois um alemão viajariam nas futuras missões Artemis, mas essas vagas já não parecem mais garantidas desde que a Nasa reestruturou por completo o programa Artemis, e a Agência Espacial Europeia reconheceu ter de negociar para mantê-las.
A agência espacial americana espera que o programa Artemis — que custou dezenas de bilhões de dólares — ressuscite o interesse americano pela exploração espacial.
Além disso, a tripulação também esperava, como disse o comandante Reid Wiseman esta semana, “permitir que o mundo fizesse uma pausa por um momento”.
*Com AFP
Fonte: Jovem Pan