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TSE deve definir na quinta como fica o governo de Roraima após cassação do governador


TSE forma maioria para cassar governador de RR e tornar ex-governador inelegível O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve definir na próxima quinta-feira (30) como ficará a situação do governo de Roraima, após a Corte decidir pela cassação do mandato do governador Edilson Damião (União Brasil). A decisão também inclui a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). Damião foi cassado e Denarium se tornou inelegível em sessão na noite desta terça-feira (28). Apesar de todos os ministros terem votado, o julgamento foi suspenso pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, para complemento da tese do ministro André Mendonça na quinta-feira (30). No entanto, ela destacou que ele não deve fazer mudança no voto. O g1 procurou Edilson Damião e Antonio Denarium, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O resultado oficial do julgamento deve ser proclamado na quinta. Damião teve o mandato cassado por seis votos contra um. Todos os ministros votaram a favor da inelegibilidade de Denarium. Veja como cada um votou. Como o resultado ainda não foi oficialmente proclamado pela Corte, Damião segue no cargo até quinta, quando a presidente do TSE deve informar como será o futuro da gestão no estado. Caso seja mantido o entendimento definido até agora, haverá novas eleições, e o presidente da Assembleia Legislativa assumirá o cargo interinamente até a realização do pleito. TSE cassa mandato de governador de Roraima e torna Denarium inelegível por 8 anos Veja com foi o julgamento Como votaram os ministros do TSE Edilson Damião quando assumiu a faixa de governador de Denaium; ao fundo, do lado esquerdo, o presidente da Ale-RR, Soldado Sampaio observa Secom/Divulgação Crimes eleitorais Os dois foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando a chapa foi eleita. Com a decisão, novas eleições devem ser realizadas em Roraima, conforme a legislação eleitoral. Edilson teve o mandato cassado após um mês no cargo. Ele era vice-governador de Roraima desde 2022 e assumiu o governo em 27 de março de 2026, após Denarium renunciar para disputar o Senado. A decisão foi tomada após o TSE negar recurso das defesas dos políticos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que, em janeiro de 2024, cassou os mandatos do então governador Antonio Denarium e do vice. O recurso levou o caso à Corte Superior ainda em 2024. A renúncia de Denarium não encerrou o processo no TSE. Damião seguiu como alvo da cassação, enquanto Denarium respondeu pela inelegibilidade, punição aplicada pelo TRE e mantida pelo Tribunal Superior na noite desta terça-feira. Engenheiro Edilson Damião em 27 de março de 2026, quando tomou posse como governador de Roraima. Ale-RR/Divulgação Abuso de poder político e econômico Denarium foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. O processo julgado nesta terça refere-se à terceira cassação, em que ele e o então vice-governador tiveram os diplomas cassados. Esta ação foi movida pela coligação "Roraima Muito Melhor", que tinha como adversária a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB). Denarium e Damião, neste processo, foram acusados de: Executar reformas nas casas de eleitores roraimenses, por meio do programa “Morar Melhor”, em 2022 — ano de eleição; Distribuição de cestas básicas em ano eleitoral; Transferência de R$ 70 milhões em recursos para municípios às vésperas do período vedado pela lei eleitoral; Promoção pessoal de agentes públicos; Aumento de gastos com publicidade institucional. O julgamento do processo começou no dia 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso após decisão unânime dos ministros do TSE e a ação ficou parada por mais de um ano na Corte. Na data, a defesa do governador e do vice, e parte adversária deles fizeram alegações orais sobre o processo. A ação voltou a ser julgada em 26 de agosto de 2025, mas foi suspensa pela segunda vez após o ministro André Mendonça pedir vista — mais tempo para análise. No dia, antes do pedido de vista, a ministra Isabel Gallotti, relatora do processo à época, negou os recursos apresentados pelos políticos e votou a favor da cassação dos diplomas do então governador e do vice por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas. O julgamento foi retomado no dia 11 de novembro, quando o ministro André Mendonça concordou em cassar os mandatos. Após o voto, o ministro Nunes Marques pediu vista e o processo ficou suspenso por cerca de cinco meses. Ele foi retomado e suspenso novamente no dia 14 de abril, quando a ministra Estela Aranha também pediu vista. Antes disso, Nunes Marques votou contra a cassação de Edilson Damião, mas a favor da inelegibilidade de Denarium. Outros processos contra Denarium Ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (PP). Samantha Rufino/g1 RR/Arquivo Além desse processo, em 2023 o então governador de Roraima, Antonio Denarium, teve o mandato cassado em outros dois: por distribuir cestas básicas no período eleitoral e por executar reformas nas casas de eleitores roraimenses. Em 2024, ele foi cassado pela quarta vez. O então governador recorreu de todas no TSE, mas apenas uma teve julgamento iniciado. Em maio de 2024, a Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu parecer favorável à cassação do mandato do governador por crimes eleitorais em 2022. O órgão pediu ainda que a relatora colocasse em pauta de votação os três processos de uma única vez pelo "conjunto da obra", tendo em vista que os três tem acusações semelhantes, o que ainda resultaria em celeridade ao tribunal. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Quaest em PE: 47% querem governador aliado de Lula; 30%, independente; e 17%, de Bolsonaro


Lula e Jair Bolsonaro em imagens de arquivo Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo; Reuters/Adriano Machado A pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira (28), avaliou o impacto das alianças políticas nas eleições para o governo de Pernambuco. Segundo o levantamento, 47% dos eleitores gostariam que o próximo governador seja aliado do presidente Lula (PT). Outros 30% querem alguém independente e 17% desejam um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Esta é a 1ª pesquisa da Quaest em 2026 com postulantes ao Palácio do Campo das Princesas. Confira, abaixo, os números da pesquisa. Querem que o próximo governador seja: Aliado de Lula - 47% Independente - 30% Aliado de Bolsonaro - 17% Não sabem/não responderam - 6% A pesquisa avaliou também quem os eleitores acham que serão os candidatos de Lula e de Bolsonaro: Candidato de Lula João Campos (PSB) - 47% Raquel Lyra (PSD) - 12% Não sabem/não responderam - 41% Candidato de Bolsonaro Raquel Lyra (PSD) - 13% Anderson Ferreira (PL) - 6% João Campos (PSB) - 1% Outros - 3% Nenhum desses - 1% Não sabem/não responderam - 76% "Um dos temas da eleição em Pernambuco é a aliança com Lula. Quando testado, 47% dizem que João Campos será o candidato de Lula e 12% acham que será Raquel. A relação com Bolsonaro já não é tão clara assim: 76% não sabem quem será o aliado bolsonarista na disputa. Em Pernambuco essa é uma variável decisiva na eleição. Enquanto 47% querem um governador aliado com Lula, só 17% querem um aliado de Bolsonaro. Outros 30% preferem um nome independente da polarização nacional", disse Felipe Nunes, diretor da Quaest. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95 %. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08904/2026. Confira o resultado da pesquisa com intenções de voto para governador de Pernambuco VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Senado analisa nesta quarta-feira indicação de Jorge Messias para vaga no STF; veja perfil


Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias será sabatinado nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Os questionamentos são etapa obrigatória do processo para assumir uma vaga na Suprema Corte. Jorge Messias Antônio Cruz/ Agência Brasil. Atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), ele foi escolhido para ocupar o lugar deixado por Luís Roberto Barroso, aposentado no fim do ano passado. Esta é a terceira indicação de Lula para uma vaga no STF. Depois da sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça decide se aprova o nome. Se houver aval, a indicação ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado. Veja abaixo os principais pontos da trajetória de Jorge Messias e entenda como funciona a tramitação da indicação no Senado. Vídeos em alta no g1 Perfil Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Ele integra o primeiro escalão do governo desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Na área acadêmica, Messias é formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Servidor público desde 2007, Messias ocupou cargos estratégicos no Poder Executivo. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação. Também atuou como consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de procurador do Banco Central e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, cargo responsável pela cobrança de dívidas fiscais de contribuintes com a União. Em 2022, Messias integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula. Em dezembro daquele ano, foi anunciado como chefe da AGU e tomou posse em janeiro de 2023. Posse de Jorge Messias como advogado-geral da União, em janeiro de 2023 Ricardo Stuckert/PR 🔎A Advocacia-Geral da União é responsável por assessorar juridicamente a Presidência da República e representar a União no STF. Messias é considerado um nome de confiança de Lula. A relação entre os dois é próxima desde o período do governo Dilma Rousseff. Como serão a sabatina e as votações A Constituição determina que indicados ao STF passem por sabatina no Senado. Pelas regras da Casa, a análise é feita pela CCJ, composta por 27 senadores titulares e 27 suplentes. Sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Marcos Oliveira/Agência Senado ⏱️Durante a audiência, os senadores se revezam nas perguntas ao indicado. Cada parlamentar tem até 10 minutos para questionar, e o indicado dispõe do mesmo tempo para responder. 🗣️Também é permitida réplica e tréplica imediata, com duração de cinco minutos. Cidadãos podem enviar perguntas pela internet ou por telefone, que são analisadas pelo relator da indicação. Após a sabatina, a comissão decide se aprova ou rejeita o nome indicado. Se aprovado na CCJ, o nome segue para votação no plenário do Senado. Para ser confirmado, o indicado precisa do voto favorável de pelo menos 41 senadores, maioria absoluta da Casa. A votação é secreta. Para ser confirmado, o indicado precisa do voto favorável de pelo menos 41 senadores, maioria absoluta da Casa. A votação é secreta Jonas Pereira/Agência Senado Próximos passos Se o Senado rejeitar a indicação, o presidente da República poderá escolher outro nome. Em caso de aprovação, o Senado comunica o resultado ao Poder Executivo, responsável por oficializar a nomeação no Diário Oficial da União. Com a escolha oficializada, o Supremo Tribunal Federal pode marcar a posse do novo ministro. A cerimônia ocorre no plenário da Corte.

Mesmo com riscos inflacionários e tensão no Oriente Médio, Banco Central deve cortar taxa de juros nesta quarta


Copom se reúne nesta quarta-feira para definir juro básico; decisão sai após as 18h Jornal Nacional/ Reprodução O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (29) e deve efetuar nova redução na taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,75% ao ano. Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Se confirmada, será a segunda diminuição seguida no juro. 🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Se levado adiante, o novo corte da Selic acontecerá em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo. Mercado eleva projeção de inflação com guerra no Oriente Médio A disparada do petróleo já está impulsionando os preços dos combustíveis no Brasil. Por conta disso, há analistas que defendem uma parada no ciclo de corte dos juros. A decisão do Copom será anunciada após as 18h desta quarta-feira. Como as decisões são tomadas Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado. Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%. O que dizem analistas De acordo com Gustavo Sung, economista-chefe Suno Research, o Copom deve dar continuidade ao processo de corte dos juros de "forma gradual", baixando a Selic para 14,5% ao ano. "O nível atual de juros reflete o forte aperto implementado nos últimos anos, que já mostra efeitos sobre a atividade econômica e garantiu à autoridade monetária uma margem de segurança para conduzir esse processo, com credibilidade. Ainda assim, o Comitê tende a adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo. Essa abordagem considera as incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação", avaliou Sung, da Suno Research. De acordo com análise do Itaú, o BC deve baixar o juro para 14,5% ao ano e não deve realizar mudanças significativas de comunicação. "O comitê deve enfatizar serenidade e cautela na condução da política monetária, adicionando que os passos futuros do processo de calibração seguirão guiados pela evolução dos dados e pela avaliação contínua do balanço de riscos, além de incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e extensão no tempo dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", avalia o Itaú.

Messias precisa de 41 votos no Senado para chegar ao STF; relembre outros placares


Lula formaliza indicação de Jorge Messias para vaga no STF O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, será sabatinado nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado a partir das 9h. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar o assento vago no Supremo Tribunal Federal (STF) desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. O clima no Congresso indica que a sabatina será longa e a votação, apertada. Para chegar ao STF, o ministro de Lula precisa do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação no plenário será secreta e realizada após a sabatina. Flávio Dino, indicado por Lula em 2023, e André Mendonça, escolhido por Jair Bolsonaro (PL) em 2021, passaram pelo Senado com uma folga de apenas 6 votos (leia mais abaixo nesta reportagem). Os últimos dias foram de intensa articulação. O governo considera ter 25 votos assegurados. Outros 35 senadores se declararam contrários à indicação e 21 indecisos podem selar o destino do ministro. Vídeos em alta no g1 A indicação de Messias causou desgaste na relação entre governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que preferia seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Entre o anúncio da indicação e a sabatina, passaram-se mais de cinco meses. Lula só mandou oficialmente a candidatura de Messias ao Senado no começo de abril, esperando um momento mais favorável. A oposição, por sua vez, trabalha para barrá-lo e impor uma dura derrota a Lula a poucos meses da eleição. A colunista do g1 Andréia Sadi revelou nesta terça (28) que Messias e Alcolumbre se encontraram fora da agenda na semana passada e conversaram sobre a sabatina. Infográfico mostra placares de votações no Senado sobre indicações ao Supremo Juan Silva/Arte g1 Mendonça e Dino: votações apertadas Dino teve 47 votos a favor, 31 contra e 2 abstenções. Foram apenas 6 votos de folga. A sabatina do ministro na CCJ, realizada em dezembro de 2023, durou mais de 10 horas. Em junho de 2023, o Senado votou a indicação de Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula nos processos da Lava Jato. Essa aprovação foi mais tranquila, com 58 votos favoráveis e 18 contrários. A sabatina levou quase 8 horas. André Mendonça viveu situação parecida com a de Messias — de quem é amigo, aliás. Indicado por Bolsonaro em 2021, esperou mais de quatro meses até que sua sabatina fosse marcada por Alcolumbre, que naquele momento era o presidente da CCJ. A votação foi apertada como a de Flávio Dino: 47 votos a favor e 32 contrários, após 8 horas de sabatina. Kassio Nunes Marques, primeira indicação do ex-presidente, foi sabatinado em outubro de 2020 durante cerca de 10 horas e obteve 57 votos favoráveis, com 10 contrários e uma abstenção. Como foram as votações dos outros ministros Alexandre de Moraes (2017): 55 votos a favor e 13 contra Edson Fachin (2015): 52 votos a favor e 27 contra Luiz Fux (2011): 68 votos a favor e 2 contra Dias Toffoli (2009): 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções Cármen Lúcia (2006): 55 votos a favor e um contra Gilmar Mendes (2002): 58 votos a favor e 15 contra Como funciona a sabatina na CCJ do Senado Messias responderá a perguntas dos 27 integrantes da comissão. Depois, sua indicação será votada na CCJ. Ele precisa de pelo menos 14 votos para ser aprovado, mas a palavra final cabe ao plenário. Cada senador tem 10 minutos para perguntar, e o indicado tem 10 minutos para responder. Há possibilidade de réplica e tréplica, de forma imediata, por cinco minutos. O relator da indicação é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que apresentou parecer favorável a Messias no dia 14 de abril.

Primeira Turma do STF decide tornar deputado Gustavo Gayer réu por injúria contra Lula


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por injúria contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), a decisão foi por unanimidade. O caso envolve uma publicação com uma imagem alterada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 📱 A denúncia aponta uma publicação na rede social X, de fevereiro de 2024, com uma imagem alterada do presidente Lula. Segundo a PGR, é uma montagem que mostra o petista em uniforme militar, portando um fuzil e com símbolos vinculados ao nazismo e ao grupo palestino Hamas. A legenda dizia: "Lula já mandou trocar a sua foto de presidente em todos os ministérios e estatais". "O fato de que se acusa o investigado é a disseminação consciente da imagem manipulada do Presidente da República, associando-o, de forma injustificada e ofensiva, ao antissemitismo e a grupo de atuação terrorista", afirmou a PGR. Vídeos em alta no g1 "A evidente diferença entre a crítica de natureza política, ainda que esta comporte afirmações irônicas ou mesmo rudes, e a ofensa gratuita e indisfarçada à honra daquele com quem se trava o embate público, vinculando-a a valores moralmente abominados, é o que afasta, no caso, a inviolabilidade do congressista, sobretudo quando essa mesma ofensa seja disseminada fora do ambiente parlamentar", completou. Na sessão, a subprocuradora Elizeta de Paiva Ramos voltou a defender a abertura de processo. Também argumentou que a conduta não se confunde com crítica ácida ou debate ideológico. "A conduta extrapolou o debate político para atingir a honra alheia de forma puramente pessoal", pontuou. Deputado Gustavo Gayer (PL - GO) Reprodução/Câmara dos Deputados 'Crítica de natureza política' No processo, advogados do parlamentar apontaram que o ato é uma crítica de natureza política e que não houve crime. Argumentaram, portanto, que incide no caso a imunidade parlamentar, que impede a responsabilização dos congressistas por suas opiniões, palavras e votos. Julgamento Relator do caso, o ministro Flávio Dino votou pela admissão da acusação. "Considero que a denúncia atende aos critérios legais", afirmou. "É possível afirmar que temos uma ultrapassagem do perímetro de tolerância admitido pela jurisprudência, mesmo em se tratando de um deputado federal", completou. Acompanharam o entendimento de Dino os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Próximos passos Cabe recurso contra a determinação de recebimento da denúncia. Com a decisão, superada a fase de recurso, será aberta uma ação penal no Supremo, a que Gayer passará a responder no tribunal. Será aberto prazo para a apresentação de defesa. Na sequência, haverá a fase de coleta de provas e depoimentos, além de interrogatório do réu. Concluída esta etapa, será aberto o período de alegações finais. Depois, haverá o julgamento, que vai decidir se ele deve ser condenado ou absolvido.

CCJ do Senado sabatina Jorge Messias nesta quarta; entenda rito


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai nesta quarta-feira (28) sabatinar e votar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado, mas a indicação foi formalizada somente em abril. A reunião da comissão está marcada para as 9h. Após análise da CCJ, a indicação deverá ser votada no mesmo dia pelo plenário do Senado. Uma vez aprovado pelo plenário, Messias estará apto a assumir a função. Senado sabatina Jorge Messias para o STF Cabe somente ao Senado analisar a escolha, que não precisa passar pela Câmara. Os requisitos para preencher a vaga do STF são: idade superior a 35, notável saber jurídico e reputação ilibada. Os ministros Renan Filho (Transportes) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) se licenciaram das pastas e, como são senadores, vão votar a favor para dar suporte ao nome de Messias. Renan Filho, inclusive, agora é membro da CCJ, no lugar de Sérgio Moro (PL-PR). Serão necessários para aprovação: Na CCJ: votos favoráveis da maioria dos presentes. A votação só começará com a presença de ao menos 14 senadores. A comissão possui 27 membros titulares; No plenário: pelo menos 41 votos favoráveis. A votação só começará quando este número de presentes estiver no plenário. Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025 WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Nas duas etapas, a votação será secreta. Não é possível saber como cada parlamentar votou, apenas o placar geral do resultado. Segundo assessoria do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), a sabatina do AGU será a terceira e última do dia. Primeiro, a comissão vai sabatinar e votar os nomes de Margareth Costa para ser ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Machado para o cargo de defensora pública-geral federal. Depois, será a vez de Messias. A reunião da CCJ será organizada da seguinte forma: Messias fará uma apresentação inicial; cada parlamentar terá até dez minutos para perguntar. As perguntas serão divididas por blocos, formados por três ou quatro senadores; Messias não deve ter um limite de tempo para responder; geralmente, a réplica do senador é de até 5 minutos e a tréplica do indicado também. Otto Alencar, que comandará a sessão, é quem vai balizar a tréplica e decidir se a concede ou não. Qualquer senador poderá fazer perguntas, mesmo se não for membro titular ou suplente da comissão. Independente se a comissão aprovar ou rejeitar o nome, a indicação terá de passar pelo plenário, que tem o poder de manter ou reverter as decisões do colegiado. Quem é Jorge Messias Jorge Rodrigo Araújo Messias comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do terceiro mandato de Lula e tem bom trânsito com ministros do STF pela longa atuação na Corte. Messias é evangélico, tem 46 anos e é natural de Pernambuco. Foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional. No governo Dilma Rousseff, atuou como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, e foi subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.

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