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Por que alguns partidos recebem mais dinheiro do que outros?


Fundo Partidário: voto para deputado define recursos que cada partido recebe No Brasil, o dinheiro que sustenta os partidos políticos não é dividido igualmente. A lógica é: quanto melhor o desempenho eleitoral de uma legenda, mais recursos ela recebe. O modelo é baseado em fundos públicos e ajuda a explicar por que partidos com bancadas maiores na Câmara tendem a se fortalecer, enquanto os menores buscam sobreviver. Os partidos recebem dinheiro público por meio do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Para ter acesso a esses recursos, precisam alcançar um número mínimo de votos e de parlamentares eleitos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quem não consegue cai na cláusula de desempenho e perde acesso a recursos e ao tempo de propaganda no rádio e na TV. Os partidos também podem receber doações de pessoas físicas. Desde 2015, repasses de empresas estão proibidos. 💰 Como o voto vira dinheiro 💰 A distribuição dos fundos públicos segue a relação entre votos e financiamento. Quando um partido tem mais votos e elege mais representantes no Congresso, passa a receber uma fatia maior do dinheiro. Isso vale tanto para o funcionamento da sigla (fundo partidário) quanto para suas campanhas (fundo eleitoral). Ou seja, o seu voto define quem será eleito e também quanto dinheiro cada partido terá nos anos seguintes. Fundo Eleitoral O Fundo Eleitoral é usado exclusivamete para custear campanhas, e a distribuição leva em conta o tamanho das bancadas e o desempenho nas urnas na eleição anterior. Funciona assim a divisão do Fundo Eleitoral: 2% divididos igualmente entre todos os partidos; 35% conforme os votos para a Câmara; 48% conforme o número de deputados federais; 15% conforme o número de senadores. Para este ano, o valor aprovado para o Fundo Eleitoral é de cerca de R$ 5 bilhões e sai do orçamento do governo federal. Fundo Partidário Voltado à manutenção das estruturas dos partidos, o Fundo Partidário é distribuído todos os anos conforme os seguintes critérios: 95% são distribuídos de acordo com o desempenho dos partidos na eleição para a Câmara dos Deputados; 5% são repartidos igualmente entre todas as legendas com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse dinheiro pode ser usado para despesas do dia a dia, como pagamentos de funcionários, manutenção das sedes e contas básicas. Em 2025, os repasses do Fundo Partidário bateram recorde: R$ 1,1 bilhão foram distribuídos a 19 partidos. PL e PT, com as maiores bancadas na Câmara, foram os partidos que mais receberam, como mostram os números abaixo. Repasses do Fundo Partidário em 2025 Dhara Pereira - Arte/g1 E quem fica de fora? Nem todos os partidos têm acesso a esses recursos. Desde 2017, a cláusula de desempenho estabelece um mínimo para receber o Fundo Partidário. Para a eleição deste ano, as exigências são: obter pelo menos 3% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos nacionalmente; ou eleger, no mínimo, 15 deputados federais. No ano passado, dez partidos ficaram de fora da divisão: Agir, Democracia Cristã, Mobiliza, Novo, O Democrata, PCB, PCO, PRTB, PSTU e Unidade Popular. O cenário favoreceu o avanço de estratégias como fusões e federações, em que os partidos se unem para ganhar força. Atualmente, há no Brasil cinco federações, incluindo PSOL-Rede e PSDB-Cidadania. Segundo Bruno Lorencini, professor de Direito Eleitoral pela Universidade de São Paulo e pela Universidade Mackenzie, o modelo tende a concentrar dinheiro nos partidos maiores, que já têm mais eleitos e, por isso, mais acesso aos fundos. Lorencini explica que, quanto mais recursos, "maior investimento, maior capacidade do partido de ter mais capilaridade na sua campanha, de investir mais nos seus candidatos". Tem uma sugestão de reportagem? Fale com o g1 Ele acrescenta que a cláusula de desempenho, por outro lado, busca evitar a proliferação de partidos pequenos sem representatividade. "Caso dos chamados 'partidos de aluguel', que existem basicamente para obter recursos, sem representar de fato uma parcela da população ou uma ideologia consistente", explica. O especialista avalia que a ideia é equilibrar dois pontos: de um lado, garantir acesso político e representação de minorias; de outro, evitar que partidos sejam criados ou mantidos apenas por oportunismo. LEIA MAIS TSE divulga regras para 2026 e proíbe pagamento e premiação por propaganda nas redes Regras barram IA três dias antes da votação e proíbem plataformas de sugerir candidatos Urna eletrônica Elza Fiuza/Agência Brasil

Eleições 2026: partidos e federações que vão lançar candidatos têm até este sábado para obter registro no TSE


O prazo para que partidos e federações partidárias que vão lançar candidatos em outubro tenham o registro de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) termina neste sábado (4). O registro é uma exigência da legislação eleitoral. Para concorrer a cargos eletivos no Brasil, os candidatos precisam estar filiados a partidos políticos. As siglas podem lançar candidatos sozinhas ou formar alianças: por meio de federações de partidos (que atuam como um único partido por pelo menos quatro anos e valem para todos os cargos); ou coligações (que valem atualmente apenas para eleições majoritárias: senadores, governadores e presidente da República). Veja os vídeos que estão em alta no g1 As federações Autorizadas por lei a partir de 2021, as federações são uniões de partidos com uma duração mínima obrigatória de quatro anos. ⏳ Se o prazo mínimo não for respeitado, a norma prevê sanções para as siglas, como a proibição de ingresso em outras federações e restrições ao uso de recursos do Fundo Partidário. A federação deve ser composta por partidos com registro definitivo no TSE e terá abrangência nacional. A lei também determina que a federação partidária só pode participar das eleições se tiver o registro de estatuto aprovado pela Justiça Eleitoral até seis meses antes do pleito. O TSE já tinha quatro federações registradas: Federação Renovação Solidária (PRD, Solidariedade) Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) Federação PSDB Cidadania (PSDB, CIDADANIA) Federação PSOL Rede (PSOL, Rede). Em 26 de março, o tribunal aprovou o registro da federação União Progressista (União Brasil, PP), a quinta oficializada na Justiça Eleitoral. Partidos políticos A legislação também estabelece um prazo para que as legendas que vão participar das eleições obtenham esse registro no TSE: seis meses antes das eleições. Neste ano, o prazo termina em 4 de abril. Atualmente, o Brasil conta com 30 partidos com cadastro do estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. A oficialização na Corte Eleitoral permite que as siglas lancem candidatos para as eleiçõesde outubro, tenham acesso aos fundos partidário e eleitoral, a tempo de propaganda no rádio e na TV, além de direito exclusivo ao uso de seu nome, sigla e número de urna. Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O que está em disputa em outubro? No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro. Além do presidente e do vice-presidente, serão eleitos 27 governadores e outros 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (2/3 da composição do Senado), 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais. Estarão em disputa os seguintes cargos: presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador de estado; senador; deputado federal; deputado estadual; deputado distrital.

Ao menos 17 ministros deixaram governo para concorrer às eleições; veja quem entra e quem sai


Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice-presidente em 2026 Ministros têm até este sábado (4) para deixar os cargos no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso queiram concorrer às eleições deste ano. Ao todo, 18 ministérios tiveram troca de titular e, dessas pastas, 16 já estão sob novo comando (veja quem entra e quem sai mais abaixo). Nessa sexta-feira (3), o governo publicou a exoneração dos ministros Geraldo Alckmin (Ministério da Indústria, Comércio e Serviços), e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). ➡️Um caso especial é o do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, que foi exonerado da pasta para assumir a chefia do Ministério da Agricultura e Pecuária. Na prática, ele não deixou o governo, apenas substituiu o titular anterior, Carlos Fávaro. Vice-presidente, Geraldo Alckmin, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ricardo Stuckert / Presidência da República As trocas na Esplanada ocorrem por conta do fim do prazo para desincompatibilização, medida prevista na legislação eleitoral e que termina sempre seis meses antes da data marcada para o primeiro turno das eleições. 🔎O prazo de desincompatibilização é o período legal em que um ocupante de cargo ou função pública (como ministros, secretários, juízes ou diretores de estatais) deve se afastar de suas atividades para poder concorrer a um mandato eletivo. ➡️As exceções são os cargos de presidente e vice-presidente, que podem continuar na função. Durante reunião ministerial na última terça-feira (31), o presidente Lula disse que, nesta reforma provocada pela regra da desincompatibilização, optou por não chamar para cargos de ministros pessoas que, atualmente, não estão na Esplanada. Segundo o petista, ele fez essa opção para permitir que os trabalhos em andamento nas pastas tenham continuidade. Quem sai e quem entra Veja como ficam os ministérios: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ⬅️Sai: Geraldo Alckmin (PSB); para concorrer à reeleição como vice-presidente. ➡️Entra: Márcio Elias Rosa, secretário-executivo da pasta. Lula confirma Geraldo Alckmin como vice na chapa à reeleição Relações Institucionais ⬅️Sai: Gleisi Hoffmann (PT); que deve concorrer ao Senado no Paraná. ➡️Entra: substituto ainda não foi anunciado. Após a exoneração da ministra, fica no lugar dela o atual secretário-executivo, Marcelo Costa, de forma interina. Casa Civil ⬅️Sai: Rui Costa (PT); deve concorrer ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos; ➡️Entra: Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta. Fazenda ⬅️Sai: Fernando Haddad (PT), deve se candidatar ao governo de São Paulo ➡️Entra: Dario Durigan, secretário-executivo da pasta. Em evento em São Paulo, Lula confirma Dario Durigan como substituto de Haddad Transportes ⬅️Sai: Renan Filho (MDB); deve disputar o governo de Alagoas, onde já foi governador por dois mandatos. ➡️Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta. Portos e Aeroportos ⬅️Sai: Silvio Costa Filho (Republicanos); tinha o plano de ser candidato ao Senado por Pernambuco, mas deve se candidatar à reeleição para deputado no estado; ➡️Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, atual secretário-executivo da pasta. Planejamento e Orçamento ⬅️Sai: Simone Tebet (PSB); deve concorrer ao Senado em São Paulo. ➡️Entra: Bruno Moretti, atual Secretário de Análise Governamental da Casa Civil Meio Ambiente ⬅️Sai: Marina Silva (Rede); pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo. ➡️Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta. "É necessário um estudo da região como um todo", diz João Paulo Capobianco sobre a exploração de petróleo na bacia da foz do Amazonas Direitos Humanos e Cidadania ⬅️Sai: Macaé Evaristo (PT); que deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. ➡️Entra: Janine Mello dos Santos, atual secretária-executiva da pasta. Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar ⬅️Sai: Paulo Teixeira (PT); que vai disputar a reeleição como deputado federal por São Paulo; ➡️Entra: Fernanda Machiaveli, atual secretária-executiva da pasta. Ministério da Educação ⬅️Sai: Camilo Santana (PT), que deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (PT) ao governo do Ceará, mas também pode ser o candidato do partido ao cargo. ➡️Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta. Lula e Camilo Santana Ricardo Stuckert /PR Esportes ⬅️Sai: André Fufuca (PP), é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão; ➡️Entra: Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte Cidades ⬅️Sai: Jader Filho (MDB), que vai se candidatar a deputado federal pelo Pará. ➡️Entra: Antônio Vladimir Lima, atual secretário-executivo da pasta. Igualdade Racial ⬅️Sai: Anielle Franco (PT), que vai disputar sua primeira eleição disputando uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro; ➡️Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta. Povos Indígenas ⬅️Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que disputará a reeleição como deputada federal por São Paulo; ➡️Entra: Eloy Terena, atual secretário-executivo da pasta. Aquicultura e Pesca ⬅️Sai: André de Paula (PSD), que chefiará o Ministério da Agricultura e Pecuária; ➡️Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz, atual secretário-executivo da pasta. Agricultura e Pecuária ⬅️Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve se candidatar a reeleição como senador pelo Mato Grosso. ➡️Entra: André de Paula, antes ministro da Pesca e Aquicultura Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte ⬅️Sai: Márcio França (PSB); deixou o cargo e deve se candidatar às eleições em São Paulo — é cotado como uma das alternativas a vice de Fernando Haddad, ou pode concorrer ao Senado pelo estado. ➡️Entra: Tadeu de Alencar, ex-deputado federal pelo PSB. Lula durante reunião ministerial nesta terça-feira (31). Ricardo Stuckert/ Presidência da República

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