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Bilionário dos EUA afirma ter criado seu próprio ‘clone’ e busca frear envelhecimento

O empresário americano Bryan Johnson, conhecido por destinar milhões de dólares a iniciativas voltadas ao combate ao envelhecimento, afirmou ter desenvolvido em laboratório um “clone” de si mesmo por meio da reprogramação de células obtidas do próprio organismo.

Segundo Johnson, o material não corresponde a um bebê ou a um organismo completo. Trata-se de um conjunto de células derivadas de uma amostra de seu sangue, que, segundo ele, poderá futuramente servir para diferentes aplicações médicas. Em uma publicação na rede social X, o empresário afirmou que essas células poderiam ser utilizadas para funcionar como fonte de doação de sangue, testar terapias, cultivar órgãos destinados a transplantes, desenvolver novos tratamentos e realizar aplicações celulares.

Veja a publicação:

I just cloned myself…as a newbornWith this clone, I can:+ become my own blood boy+ test therapies on the clone+ grow organs for transplantation+ develop new treatments+ inject young cellsThis baby-bryan lives in a petri dish for now.This may be scary to some… pic.twitter.com/Ved8ij9Col— Bryan Johnson (@bryan_johnson) July 21, 2026

Johnson apelidou o material de “Baby Bryan” e explicou que ele permanece em uma placa de Petri. De acordo com o empresário, o processo começou com a coleta de sangue e o isolamento de células, que posteriormente foram submetidas aos chamados fatores de Yamanaka — proteínas capazes de reprogramar células adultas para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias.

Segundo ele, essa técnica “reinicia” a idade epigenética das células, permitindo que elas se diferenciem em diversos tipos celulares, incluindo neurônios, células do músculo cardíaco e da retina. Na avaliação de Johnson, essa tecnologia poderá, no futuro, possibilitar a regeneração de órgãos e tecidos, contribuindo para restaurar funções relacionadas à visão, audição e ao funcionamento de órgãos como rins, fígado e pulmões, além de reparar lesões na pele.

O empresário também argumenta que, por serem produzidas a partir de suas próprias células, elas apresentariam menor probabilidade de rejeição pelo organismo do que células provenientes de doadores. “Isso pode assustar algumas pessoas e parecer um futuro distópico. Para outras, será visto como o futuro inevitável da saúde“, escreveu.


Fonte: Jovem Pan

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