O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido em prisão domiciliar, apresentou “recorrência acima da média” dos quadros de soluços nos últimos sete dias.
A informação consta em relatório médico (5). O documento divulgado é enviado semanalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“Observou-se recorrência acima da media dos quadros de soluços (singulto) nos últimos 7 dias, sendo mantido com doses elevadas das medicações especificas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, diz o boletim.
De acordo com a avaliação médica, Bolsonaro está com pressão arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas.
Diz ainda que ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo permanece inalterada.
“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito”, concluem os médicos, no boletim.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em janeiro, ele passou a cumprir a pena no batalhão da Polícia Militar em Brasília, conhecido como Papudinha.
No fim de março, ele começou a cumprir prisão domiciliar provisória, que foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, a pedido dos advogados do ex-presidente e depois de um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Moraes estabeleceu algumas condições, entre elas:
uso de tornozeleira eletrônica;
proibição de utilizar celulares, acessar redes sociais e gravar áudios ou vídeos;
visitas restritas aos filhos, advogados e médicos previamente autorizados pela Justiça – todos estão proibidos de usar celular.
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