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Brasil leva sufoco e sai atrás, mas busca empate contra Marrocos com golaço do Vini

Ancelotti surpreendeu na escalação: Lucas Paquetá ganhou uma vaga no meio e Igor Thiago foi escalado no ataque. Matheus Cunha acabou preterido. Douglas Santos ganhou a disputa com Alex Sandro na lateral-esquerda. No lado direito, Danilo, que treinou como titular, ficou no banco. O zagueiro Ibañez foi escalado improvisado.

Nos primeiros minutos da partida, a equipe africana mostrou iniciativa e dominou as ações. Jogando com as linhas altas, Marrocos tomava a bola com facilidade e ocupava o campo de ataque. Errando muitos passes, o Brasil jogava mal, com Paquetá sendo o retrato de uma equipe apática e propensa a erros. Uma atuação sólida do miolo da defesa, no entanto, evitava grandes chances do adversário.

Após 15 minutos de domínio adversário, o Brasil dava sinais de que iria equilibrar o jogo. Num dos primeiros ataques da equipe de Ancelotti, no entanto, Paquetá perdeu a bola, Brahim Diaz recebeu no meio e deu uma excelente enfiada para Saibari, que se infiltrou no meio dos dois zagueiros e tocou por cima de Alisson para abrir o placar.

A equipe brasileira seguiu com dificuldades após sair atrás. Em jogada parecida com a do gol, Marrocos armou um novo contra ataque mortal, dessa vez com Hakimi, que arrancou do meio, chegou até a entrada da área e chutou com muito perigo.

Depois de tomar gol em seu melhor momento no jogo, o Brasil reagiu no seu pior: Vinicius Jr. recebeu na ponta esquerda, tabelou com Bruno Guimarães, cortou para o meio dentro da área e bateu firme, no ângulo.

O Brasil não melhorou muito após o empate, mas a equipe marroquina, apesar de seguir com mais posse de bola, mas diminiu a intensidade. Nos acréscimos da primeira etapa, o Brasil chegou perto da virada: Douglas Santos recebeu na esquerda e fez um excelente levantamento. Paquetá tentou um voleio, mas pegou de canela. Apesar disso, a bola tinha endereço e obrigou Bono a fazer grande defesa.

Ancelotti fez duas substituições no intervelo: Fabinho e Danilo entraram para as saídas de Ibañez e Casemiro, ambos amarelados.

A segunda etapa começou mais estudada e equilibrada, com as duas equipes jogando num ritmo menos acelerado.

Aos 15, Ancelotti tirou outras duas apostas que fez para a partida: Paquetá, que fez péssima partida, e Igor Thiago, que participou pouco. Entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique.

Aos 33, o Brasil teve grande chance após enfiada de bola de Cunha para Vini. O jogador de Real cruzou rasteiro e Raphinha pegou firme de primeira, mas parou em Bono. Dois minutos depois, Ancelotti fez a última alteração: destaque das últimas partidas do ciclo, Danilo Santos entrou na vaga de Bruno Guimarães.

Apesar de jogar muito melhor do que na primeira etapa, a Seleção seguiu sem conseguir dominar o meio de campo. Ligada, a equipe marroquina seguiu consistente, apesar de menos intensa. No último minuto, Alisson foi bem ao espalmar chute de fora da área e abafar o rebote, garantindo um empate que saiu barato para a seleção pentacampeã.


Fonte: Jovem Pan

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