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Brasileiro quer penas mais duras, mas rejeita ‘bandido bom é bandido morto’; o que pensam Flávio e Lula

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz no último dia 18 dá uma dica aos pré-candidatos ao Planalto para angariar apoio dos indecisos: a frase “bandido bom é bandido morto”, que ficou famosa na discussão sobre segurança pública no país, só é aceita por 20% dos entrevistados. Isso não significa, no entanto, que a insegurança não é um ponto crítico. Segundo o mesmo estudo, 69% acredita que a “polícia prende e a Justiça solta”, enquanto 39% responderam que o “Brasil precisa aumentar as penas contra os crimes”. 
Flávio tem voltado a subir de tom contra o crime após adotar uma estratégia de vender um perfil moderado no início da pré-campanha para se distanciar da imagem escrachada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março, disse que “se enfrentar a polícia, vai ser ‘neutralizado’, sim”, se referindo aos criminosos. De acordo com a pesquisa, a estratégia inicial do “Bolsonaro moderado”, que é duro contra o crime, mas não apoia violência, seria a mais viável para o principal candidato da oposição.
Já Lula tem o problema contrário: o petista precisa deixar claro que não “passa pano” para bandido, ao mesmo tempo em que não incentiva a violência contra eles. Em discurso neste mês, o atual presidente afirmou que as cidades pertencem ao povo, não ao crime organizado.
No último dia 7, após se encontrar com o presidente Donald Trump, o petista disse que propôs ao homólogo norte-americano que Brasil e EUA criem um grupo de trabalho para discutir o combate ao crime organizado. Até então, uma sinalização positiva, se levarmos em conta a pesquisa e se a campanha do presidente souber explorar isso publicamente.
Outros dados da pesquisa:

Câmeras corporais atrapalham a atuação da polícia – 12%
Câmeras corporais são tecnologias que protegem os bons policiais e produzem provas contra criminosos – 82%
Armas legais não chegam ao crime – 14%
Armas legais são compradas, roubadas e viram violência nas mãos dos bandidos – 77%
Bandido bom é bandido morto – 20%
Nenhum bandido é bom, todos devem ser julgados, punidos e presos – 73%
Armar a população aumenta a segurança – 21%
Com mais armas vai ter mais mortes, mais violência – 73%
Precisamos de mais polícia nas ruas – 32%
Não precisamos de mais da polícia: é preciso uma polícia melhor e mais preparada – 65%
O Brasil precisa aumentar as penas contra os crimes – 39%
O Brasil precisa garantir e aplicar as penas que já existem a todos os criminosos – 55%
A polícia prende e a justiça solta – 69%
A polícia prende mal e por isso a justiça tem que soltar – 25%

“Os dados mostram que as frases de efeito antigamente mais famosas na segurança pública já não ressoam mais na população. A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, explica Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, em comunicado divulgado pela organização.


Fonte: Jovem Pan

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