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Caiado diz que pautas como a anistia e misoginia são ‘medíocres’

Durante participação no programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta terça-feira (30), o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que a política brasileira deveria estar debatendo temas de maior relevância, como segurança pública, saúde e educação. Segundo ele, pautas como anistia, dosimetria e a chamada PL da Misoginia são “medíocres”.

Para o governador de Goiás, esses temas fazem parte de um “debate estéril”, e o país precisa concentrar as discussões em assuntos de interesse nacional.

A declaração foi feita ao comentar a chamada PL da Misoginia, projeto que pretende ampliar a proteção de mulheres contra atos de violência política de gênero e manifestações consideradas misóginas, especialmente em ambientes institucionais e digitais. A proposta busca estabelecer mecanismos para responsabilizar pessoas por condutas que desqualifiquem, intimidem ou constranjam mulheres em razão do sexo durante o exercício da atividade política.

Para Caiado, a questão da proteção às mulheres não pode ser tratada apenas como um tema de segurança pública. “Este assunto tem que ser encarado com todos os poderes dividindo a responsabilidade”, afirmou, acrescentando que não se deve jogar toda a responsabilidade “nas costas da segurança”.

Apesar das críticas ao projeto, Caiado disse defender a dignidade das mulheres e afirmou que homens devem manter o decoro, assim como as mulheres, mas ressaltou que críticas podem ser dirigidas a qualquer pessoa.

Outro tema citado como ‘medíocre’, para Caiado, é a revisão da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma das principais bandeiras da direita no Congresso Nacional. Defensores dessas propostas argumentam que houve desproporcionalidade em algumas condenações e defendem a reavaliação das penas ou a concessão de anistia em determinados casos. Sobre o tema, Caiado discordou da urgência da discussão, mas defendeu a união da direita, mesmo sem haver, por enquanto, o que chamou de um “candidato universal”.

“O Lula conseguiu que ele fosse candidato único (…) a centro-direita não tem nenhum nome que seja de conhecimento da população, não se tem um nome universal. Você teria o Bolsonaro se ele pudesse competir, aí sim (…) não sendo ele, não podemos deixar que o Lula escolha seu candidato para o segundo turno”, afirmou.


Fonte: Jovem Pan

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