O candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), se esquivou, nesta quarta-feira (19) de um posicionamento sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe acabar com a escala 6×1 dos trabalhadores e afirmou que a medida é “eleitoreira”.
“Não é só essa, são todas as outras medidas que você vê que tem um objetivo simplesmente populista, eleitoreira, de voto. […] Eu não posso Influenciar uma matéria da qual já está com viés eleitoreiro. Olha o viés dela, eleitoreiro”, afirmou Caiado.
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A fala foi feita aos jornalistas após o 11º Fórum CNT de Debates, organizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em que o candidato participou.
Após a resposta, Caiado novamente foi questionado pelos jornalistas sobre o seu posicionamento a respeito da proposta e se resumiu a dizer que “não vota”, logo não precisaria esboçar opinião.
“Essa é uma pauta que não é minha. Ela não é minha. A pauta não é do candidato a presidente. Ela será minha no momento em que eu assumir o poder”, concluiu.
Candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD)
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Tramitação da PEC
Na semana passada, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que vai liberar a tramitação da proposta na casa. O texto chegou em maio e ainda não tinha sido enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para apreciação.
Em nota, Alcolumbre afirmou que teve “uma importante conversa institucional com o presidente Lula” na última quarta-feira (12).
“Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do Governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”.
E que “na função de presidente do Congresso Nacional”, tem a responsabilidade de assegurar que as matérias submetidas ao Parlamento tenham o devido encaminhamento, em respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador.
“São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários”, prosseguiu.
Porém, a avaliação no Senado é que esses temas devem ficar para depois das eleições.
Em meio ao período eleitoral, o Congresso terá só mais uma semana de esforço concentrado no início do mês de setembro.
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