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Caiado propõe rever reforma tributária, fazer ajuste fiscal, descarta vender BB e Caixa, mas cogita privatizar segmentos da Petrobras

Caiado defende privatização de ‘segmentos’ da Petrobras
O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, na sabatina realizada pelo g1 e pela GloboNews nesta sexta-feira (07), que pretende promover um ajuste fiscal e “cortar na carne” administrativamente, com redução de despesas da máquina pública e revisão de programas do governo, se for eleito.
Questionado sobre o que cortaria e em quais setores, o candidato disse que pretende fazer uma análise da estrutura administrativa e da eficiência dos projetos.
“Eu não posso, neste momento, dizer a você item a item, porque eu não tenho nem ideia de quanto [será necessário] para chegar a 6%,% do PIB. Então, o que nós precisamos focar é exatamente em poder fazer contenções das máquinas e das estruturas”, afirmou.
Como exemplo do que pode fazer se for eleito presidente, Caiado citou medidas adotadas durante seu governo em Goiás.
“Eu promovi uma grande reforma administrativa. Eu cortei incentivos fiscais, mais de R$ 3 bilhões no estado. Eu fiz uma reforma da Previdência no estado de Goiás. Então, tudo isso que eu estou dizendo aqui eu pratiquei no meu mandato. Isso me credencia para dizer que eu saberei buscar as melhores cabeças”, disse.
Ronaldo Caiado em entrevista ao g1 e GloboNews
Tatiana Caldas/g1
Caiado também afirmou que pretende rever pontos da reforma tributária. “Eu vou revisar todos esses pontos [da reforma tributária] que hoje estão penalizando a iniciativa privada. Rever pontos que são fundamentais para que diminua a burocracia”, afirmou.
Ao ser questionado sobre privatizações, o candidato afirmou que talvez privatizasse segmentos da Petrobras. Segundo o candidato, a estatal deixa a desejar na exploração do gás natural, mas faz um bom trabalho na exploração de petróleo em águas profundas
“Eu não uso o gás nem pra fazer amônia. Nem para usar o gás como elemento alternativo de energia. Então, este lado, a Petrobras está deixando a desejar. Agora, em relação a [exploração em] águas profundas, ela é a top no mundo hoje.
Em relação às outras estatais, o candidato disse que privatizaria os Correios, mas descartou privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
“Correios, sem dúvida [privatizaria]. Banco do Brasil, de maneira nenhuma, porque tem um poder ainda de contemplar regiões de maior carência no Brasil, [garantindo] acesso a esse sistema de crédito, que é muito importante. E Caixa, de maneira alguma [privatizaria]”, afirmou.


Fonte:

g1 > Política

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