
Durante este mês, as cores roxa e laranja ganham destaque em prédios públicos, redes sociais e meios de comunicação como símbolo de conscientização e combate a doenças que afetam milhões de pessoas em todo o país.
A cor roxa chama a atenção para três doenças: lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Já o laranja é utilizado na campanha de alerta sobre a leucemia, um dos tipos mais graves de câncer.
Lúpus
O lúpus é uma doença crônica autoimune em que o sistema imunológico passa a produzir anticorpos em excesso. Em vez de proteger o organismo, essas células atacam tecidos saudáveis, causando inflamações que podem atingir rins, pulmões, pele e articulações.
A forma mais comum e também mais grave é o Lúpus Sistêmico, responsável por cerca de 70% dos casos. A doença atinge principalmente mulheres: a cada 10 pessoas diagnosticadas, nove são do sexo feminino, especialmente em idade fértil.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome que provoca dores generalizadas pelo corpo, principalmente nos músculos e tendões. Além da dor crônica, o paciente pode apresentar cansaço excessivo, alterações no sono, ansiedade e depressão.
A causa ainda não é totalmente conhecida, mas a doença pode surgir após traumas físicos, emocionais ou infecções. No Brasil, estima-se que cerca de 3% da população conviva com a fibromialgia, sendo a maioria mulheres.
Alzheimer
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca a perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas. Com o avanço do quadro, a condição compromete a autonomia, o comportamento e a capacidade de interação social do paciente.
Considerada a forma mais comum de demência, a doença afeta principalmente idosos. Dados da Associação Brasileira de Alzheimer apontam que uma parcela significativa da população acima dos 60 anos convive com o problema no país.
Leucemia
Representada pela cor laranja, a leucemia é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos do sangue. A doença pode ter origem desconhecida e exige diagnóstico e tratamento rápidos.
Entre os principais sintomas estão anemia, palidez, fadiga, febre, perda de peso, manchas roxas ou pontos vermelhos na pele, além de dores nas articulações e ossos.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), milhares de novos casos são registrados anualmente no Brasil.
Doação de medula óssea salva vidas
A campanha também reforça a importância da doação de medula óssea, fundamental para o tratamento de muitos pacientes com leucemia. A compatibilidade entre doador e receptor é rara: a cada 100 mil pessoas, apenas uma pode ser compatível.
Em caso de sintomas ou para saber como se tornar um doador, a recomendação é procurar uma Unidade de Saúde. Informação, prevenção e solidariedade são essenciais na luta contra essas doenças.

