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Chefe militar dos EUA visita países no Oriente Médio em meio a tensão com Irã

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, almirante Brad Cooper, encerrou neste sábado uma viagem de dez dias pelo Oriente Médio. O giro incluiu seis países e uma visita ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Mar da Arábia, em um momento de forte presença militar americana na região e de continuidade das operações contra o Irã.

Durante a viagem, Cooper passou por Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde se reuniu com autoridades civis e militares. Segundo o CENTCOM, mais de 50 mil militares americanos estão atualmente mobilizados no Oriente Médio, envolvidos em diferentes missões.

Na Jordânia, o almirante também comandou a cerimônia de troca de liderança da força-tarefa responsável pela Operação Inherent Resolve, missão criada originalmente para combater o Estado Islâmico. O major-general Kevin Lambert entregou o comando ao contra-almirante Liam Hulin no dia 11 de agosto.

Mas um dos pontos de maior destaque da viagem foi a passagem pelo USS Abraham Lincoln. Foi a segunda visita de Cooper ao porta-aviões neste ano. Em fevereiro, ele esteve no navio acompanhado pelo enviado especial americano Steve Witkoff e por Jared Kushner.

O Abraham Lincoln deixou San Diego em novembro e chegou ao Oriente Médio em janeiro. Desde então, seu grupo de ataque realizou milhares de voos de combate, segundo o CENTCOM, em apoio à Operação Epic Fury, a missões de segurança regional e ao bloqueio naval americano contra o Irã.

A visita ocorre também em meio a questionamentos sobre o desgaste da tripulação depois de uma das mobilizações mais longas e intensas do navio.

Neste sábado familiares fizeram reclamações na imprensa americana sobre problemas de abastecimento, instalações e saúde mental a bordo.

Autoridades do Pentágono e da Marinha contestaram a dimensão desses relatos, embora a Marinha tenha reconhecido que um pequeno número de casos de saúde mental foi tratado no porta-aviões. O Lincoln deve retornar para casa e ser substituído na região por outro porta-aviões americano.

Durante a visita, Cooper conversou com marinheiros e fuzileiros navais e agradeceu à tripulação pelo trabalho realizado durante a missão.

“A história registrará esta missão como uma das mais operacionalmente intensas e consequentes da era moderna”, afirmou o comandante do CENTCOM.

O giro de dez dias reforça a dimensão da presença americana no Oriente Médio. Além dos mais de 50 mil militares mobilizados, o CENTCOM mantém forças aéreas, navais e terrestres espalhadas pela região, enquanto Washington busca preservar a cooperação militar com seus principais parceiros e manter a pressão sobre Teerã.


Fonte: Jovem Pan

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