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Clima não é de desespero, mas sinal de alerta acendeu dentro do Palácio do Planalto

A pesquisa Datafolha mostrou piora para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa com seus adversários pela reeleição e na aprovação de seu governo.
Segundo interlocutores do presidente, o “clima não é de desespero, mas o sinal de alerta acendeu dentro do Palácio do Planalto”.
A avaliação é que o governo está assistindo os adversários fazerem campanha, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), e as tentativas de Lula de reação não estão surtindo efeito.
“Está faltando Lula com a população, contato com o povo”, diz um aliado, alertando ainda que a estrutura de rede social da campanha de Flavio Bolsonaro já está bem avançada, enquanto a de Lula nem foi implementada.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Esse interlocutor diz que essa pode ser uma eleição para ser vencida no primeiro turno, porque no segundo turno a direita vai se unir contra Lula.
O Datafolha apontou que Flavio Bolsonaro já está empatado com Lula no primeiro turno e à frente numericamente no segundo turno. Caiado e Zema também aparecerem empatados tecnicamente com o presidente da República.
Pesquisa Datafolha divulgada em abril aponta que Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno das eleições
Reprodução
Desaprovação
Enquanto isso, a aprovação de Lula não reagiu e a desaprovação aumentou. Pela pesquisa Datafolha, o índice de desaprovação foi de 49% em março para 51% agora. A aprovação oscilou de 47% em março para 45% agora.
Passando por esse momento ruim de avaliação de sua administração, Lula vai apostar em temas de interesse direto da população e de trabalhadores formais e informais para sair das cordas.
Nesta semana, o governo deve lançar oficialmente o programa de refinanciamento de dívidas de famílias endividadas.
Com votações previstas em comissões nesta semana no Congresso, a PEC do fim da escala 6 x 1 e o projeto de direitos de trabalhadores de aplicativos serão explorados para aproximar Lula de temas de interesse destes segmentos do eleitorado.
O governo quer mandar um projeto de lei em regime de urgência com o fim da escala 6 x 1, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A tendência é que haja um pedido de vista e, assim, o governo envie seu projeto.
Já os parlamentares de centro defendem a votação do projeto de trabalhadores de aplicativos sem garantias rígidas de direitos, enquanto o governo quer o contrário. Por isso, a equipe de Lula não quer votar o projeto fechado na Câmara.


Fonte:

g1 > Política

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