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Coluna ESPAÇO ABERTO – Deus no discurso, ausente na conduta. Com nome e sobrenome

3 minutos de leitura

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

ONIPRESENTE No Brasil, Deus virou figurante de palanque. É citado com facilidade — e esquecido com a mesma rapidez.

Foto: Reprodução / Inteligência Artificial DESPEDIDA E quando a crise aperta, Ele entra em cena como escudo. O exemplo mais recente escancara isso: a saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução / Redes Sociais DESPEDIDA 2 Oficialmente a saída é para disputar uma vaga ao Senado Federal na eleição de outubro.

CENÁRIO O problema é que na verdade, Claudio Castro está enrolado até o pescoço em problemas e questionamentos na sua gestão.

DIVINO Mas aí a salvação divina pode explicar com clareza e, é claro, é preciso um ambiente bem apropriado para tal explicação.

DIVINO 2 Então vamos aos fatos. A despedida veio embalada em discurso religioso. Deus foi citado.

TEM MAIS Louvores foram usados. O tom foi de devoção pública. Mas a pergunta continua inevitável: o que Deus tem a ver com isso?

AMBIENTE

Desde quando o sagrado virou trilha sonora de crise política? Em que momento louvor passou a ser ferramenta de gestão de imagem?

AMBIENTE 2 Não se trata de fé. Trata-se de conveniência. Aproveitar o momento certo com direito até a lágrimas.

REALIDADE Porque quando tudo vai bem, a conduta não reflete esses valores. Mas quando a situação aperta, Deus vira argumento.

IMAGEM Isso não é devoção. É uso. E uso indevido da imagem do criador, que não avaliza nenhum tipo de mentira.

DÚVIDA A pergunta incômoda volta à mesa: qual a diferença entre um ateu e quem faz isso?

DÚVIDA 2 O ateu não acredita. Não invoca. Não mistura o nome de Deus com os próprios problemas.

FARISEU Já o “religioso de ocasião” faz exatamente o contrário. Usa Deus como escudo emocional.

FARISEU 2 Como tentativa de redenção pública instantânea. Isso não é fé. É estratégia de sobrevivência.

FARISEU 3 Porque quem acredita de verdade, teme. E quem teme, não banaliza.

FARISEU 4 Não transforma o sagrado em peça de marketing. Não mistura louvor com crise ética.

FARISEU 5 O que se viu no episódio registrado no Rio de Janeiro não foi espiritualidade. Foi encenação.

FARISEU 6 E pior: uma encenação que desrespeita quem realmente acredita. Deus não é assessor de imprensa.

FARISEU 7 Não é ferramenta de reputação. Não é escudo para falcatrua.

OPINIÃO A péssima encenação na despedida de Claudio Castro mostra que a diferença do ateu para o evangélico é muito clara.

OPINIÃO 2 O problema não é quem não acredita. O problema é quem diz acreditar. E usa isso como álibi.

OPINIÃO 3

Isso sim é uma distorção grave. Isso sim é banalizar o que deveria ser sagrado. E o eleitor precisa começar a enxergar isso com mais clareza.

OPINIÃO 4 E que fique bem claro que  Claudio Castro não é o único político que se escora no nome de Deus para enganar o povo.

OPINIÃO 5

Aqui em Rondônia tem uma lista grande de fariseus que atuam na mesma esfera. Quando não é para limpar o nome é para emocionar e, é claro, enganar.

OPINIÃO 6 Quem usa a fé como ferramenta política não está demonstrando devoção; está tentando convencer.

Foto: Reprodução / Inteligência Artificial FRASE Fé verdadeira não precisa de propaganda, precisa de caráter.


Fonte: Tribuna Popular