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Congresso do Paraguai repudia fala de Lula sobre Guerra da Tríplice Aliança

Governo Lula reage à crise diplomática com a Argentina após visita de Milei
A Câmara dos Deputados do Paraguai emitiu nesta quarta-feira (29) uma declaração oficial para repudiar uma fala do presidente Lula (PT) sobre a Guerra da Tríplice Aliança. Segundo o documento, as declarações do petista “distorcem e minimizam” a dimensão histórica do conflito.
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A nota faz referência a um discurso de Lula feito em 24 de julho, em Jacareí (SP). O presidente relembrou o conflito, que ocorreu entre 1864 e 1870, ao defender investimentos em defesa.
“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra que parecia que era nada durou cinco anos”, afirmou.
🔎 Contexto: A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, é o maior conflito armado da América do Sul.
A guerra começou após uma série de fatores, tendo como estopim a intervenção militar do Brasil no Uruguai, em 1864.
Na época, o líder paraguaio Francisco Solano López declarou guerra ao Brasil. No ano seguinte, Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança para combater o Paraguai.
Como resultado da guerra, o Paraguai perdeu parte do território, teve a infraestrutura devastada e sofreu uma grave crise demográfica.
O conflito só terminou após a morte de Solano López, mas deixou consequências para o país que persistem até os dias de hoje.
A Câmara dos Deputados do Paraguai afirmou que, ao atribuir a culpa pela guerra ao país vizinho, Lula provocou “rejeição por parte de diversos setores da sociedade”.
Em nota, o órgão afirma que o presidente “desconhece a complexidade dos antecedentes do conflito, o profundo sofrimento humano suportado pelo povo paraguaio” e as consequências geradas pela guerra.
“A Câmara insta que os acontecimentos históricos que marcaram profundamente os nossos povos sejam abordados com sensibilidade, respeito e responsabilidade, e com um espírito de reconciliação, honrando a verdade, a memória das vítimas e os princípios do direito internacional contemporâneo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, em 17 de julho de 2026.
Reprodução/Ricardo Stuckert
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Fonte:

g1 > Política

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